O Plano Director Geral Metropolitano de Luanda (PDGML), lançado a 14 de Dezembro de 2015, vai permitir organizar melhor a cidade e conferir maior modernidade e sustentabilidade para os residentes.
O jovem arquitecto angolano formado numa das prestigiadas universidades de Londres, Joess Avelino dos Santos, um dos fundadores do Atelier Artis Aedi, em declarações ao Jornal de Economia &Finanças, considera que já era sem tempo começar a pensar-se na organização e ordenamento da capital, daí que o projecto da Urbinveste trará resultados palpáveis para o futuro, em prol do bem-estar dos
munícipes da capital do país.
“Acho que haverá maior organização dos bairros e conferir outra imagem à capital”, afirmou.
Com o desenvolvimento do PDGML, ele acredita que vai haver maior procura de arquitectura e design de interiores na cidade, tendo em conta a modernidade esperada.
“Mais obras e projectos de referências serão concebidos e mais criatividade haverá”, disse.
Apesar de arquitectura precisar de mais espaços, o design de interior está mais avançado. Com o plano Director, o ordenamento da cidade será melhor, pois haverá regras e melhores indicações de espaços para se fazer coisas específicas. Joess dos Santos disse que a definição passa por indicar zonas económicas e sociais, já que “não se pode construir num local onde devia estar um centro comercial ou supermercado coloca-se outra coisa….”.
Na sua óptica, a planificação apresentada, para até 2030, vai obrigar a necessidade de haver uma qualidade vida das populações, em particular, e em geral dos empresários que investem no sector de arquitectura, ordenamento, urbanismo
e de design de interiores.
Acrescentou, por outro lado, que nos próximos 10 anos a cidade registará um crescimento equilibrado em termos de configuração e de infra-estruturas. Joess dos Santos pensa que a capital poderá crescer de forma mais ordenada.
“A nossa perspectiva é que ela venha a crescer direito para que seja um crescimento sustentável”, sustenta.
Questionado se o crescimento populacional será proporcional a do sector da habitação, afirmou que Luanda é extensa geograficamente e há muito espaço para se habitar. Citou, por exemplo, as centralidades que se encontram fora do casco urbano da cidade, na qual as pessoas não tinham sequer ideia que hoje iriam ter lá moradias.
“O sector imobiliário evolui com as centralidades, mas ainda assim regista-se muita procura para as habitações sociais”, explicou.
A taxa de urbanização de Angola encontra-se acima da média no continente africano, estimando-se em 62,3 por cento em 2015.
Dados apurados indicam que dois terços dos africanos irão viver em zonas urbanas até 2050, uma vez que o processo de urbanização tem registado grande aceleração. urbanas.