Executivo angolano pretende incrementar o aproveitamento do potencial turístico e ambiental da região de Okavango com cerca de 90 mil quilómetros quadrados, tendo para o efeito criado uma comissão.
A entrada em funções da Comissão Instaladora da Agência Nacional da Região do Okavango (ANAGERO) visa assegurar maior dinamismo à protecção e preservação das componentes ambientais da região do Okavango, na província do Cuando Cubango.
O ministro de Estado e chefe da Casa Civil do Presidente da República, Frederico Cardoso, empossou os órgãos sociais da Comissão e lembrou ser sua missão a de criar as condições materiais e técnicas para a efectivação do projecto.
Ainda entre os objectivos da Comissão está a aprovação do Plano Director Intermunicipal para os municípios do Cuíto-Cuanavale, Namcova, Mavinga, Dirico e Rivungo, bem como articular com os órgãos e serviços da Administração Central e Local do Estado, os programas e projectos a implementar na região.
Ao discursar no acto, Frederico Cardoso destacou a importância deste órgão que vai assegurar o desenvolvimento do trabalho e do estudo multi-disciplinar dessa região.
Presente ao acto, a ministra da Hotelaria e Turismo, Ângela Bragança, declarou que a comissão instaladora vai proceder o estudo de todas as questões inerentes a essa área.
A região do Okavango faz parte do projecto Okavango/Zambeze, denominado “KAZA”, que integra Angola, Zâmbia, Zimbabwe, Namíbia e Botswana.
O projecto KAZA tem como objectivo a implementação do turismo inter-fronteiriço entre os cinco Estados, a fim de contribuir para o desenvolvimento socioeconómico
e cultural da região, em particular de Angola.
Para o coordenador da Anagero, Vladimir Russo, o ponto de partida das acções é fazer um diagnóstico com base nas informações já existentes e que poderá levar alguns meses.

Receita mostra força do sector

As receitas do turismo atingiram dez mil milhões de kwanzas em 2017 e cinco mil milhões no primeiro semestre do ano em curso, anunciou ontem, em Luanda, o director do Gabinete de Estudos Planeamento e Estatísticas (GEPE) do Ministério da Hotelaria e Turismo.
Mário dos Santos declarou, à margem do V Seminário Nacional sobre “Licenciamento dos Empreendimentos Turísticos”, que o sector do turismo representa 3,5 por cento do Produto Interno Bruto (PIB).
As receitas do ano passado representam um decréscimo de dois mil milhões de kwanzas em relação ao ano de 2016, quando o sector gerou 12 mil milhões de kwanzas, o que o director do GEPE atribuiu à precária situação económica que o país atravessa.
Em 2017, entraram para Angola 260.961 mil turistas, menos que os 397.485 mil de 2016, indicam os dados fornecidos por Mário dos Santos, que disse ter essa redução suscitado do Ministério da Hotelaria e Turismo o estabelecimento de uma agenda com outros parceiros para impedir que o número de entradas continue a retroceder.

Raid cacimbo
é a mais recente porta do turismo

O Raid Cacimbo Cuca 2018 inaugurou, recentemente, oficialmente a primeira rota turística angolana dentro do Projecto KAZA (Okavango Zambeze). Agora, Angola já tem um trajecto turístico dentro do KAZA!
Numa organização Social da Team Angola, com o alto apoio institucional do Ministério do Turismo, patrocínio principal da cerveja Cuca e apoio do Banco BIC, a 22ª edição do Raid Cacimbo percorreu mais de cinco mil quilómetros durante 16 dias, por asfalto e picada ao longo dos quatro países da Área de Conservação Transfronteiriça do KAZA - Angola, Botswana, Namíbia e Zimbabwe.
A maior e mais antiga expedição turística de Angola esteve na estrada com mais de meia centena de aventureiros em 18 viaturas todo-terreno, seguiu e embarcou no curso de três rios do Projecto KAZA que conduzem até ao Delta do Okavango, incluindo o rio Cubango - uma das contribuições de Angola para este extraordinário recurso hídrico.
A caravana visitou ainda uma das Sete Maravilhas Naturais do Mundo. Victoria Falls foi o spot perfeito para elevar a bandeira Angolana no meio de gente vinda de todo mundo, rendida aos encantos de África. Uma experiência memorável para os “cacimbados”, marcada pelos gigantes das savanas e florestas, dezenas de elefantes, girafas, hipopótamos, gnus, empalas e uma variedade incontável de aves que cruzaram o caminho dos aventureiros.