A situação geográfica e as vias de acesso que interligam a Huíla às províncias do Huambo, Benguela, Namibe e Cunene, figuram entre as dez principais razões para atracção do investimento nas terras da Chela, segundo o estudo do académico de Samuel Candundo. O docente do Instituto Superior Politécnico da Huíla argumentou que “para se atingir ao sucesso, o investidor deve visionar os factores geográficos e densidade populacional por facilitar o funcionamento normal da empresa, ter já à partida força de trabalho e consumidores identificados”. Ao abordar o tema “10 Razões para Investir na Huíla”, o académico descreveu que a existência de quatro unidades privadas e duas públicas na província oferece condições de uma força de trabalho instruída e para pesquisas científicas em diversas áreas. Uma das áreas, destacou, é o sector agro-pecuário que a nível regional possui acima de três milhões de cabeças de gado e enormes terras aráveis para o cultivo de todo tipo de alimentos e pasto para os animais. “O investidor já encontra condições de regadio através dos rios Cunene, Cubango, Colui e várias zonas com quantidades consideráveis de água subterrânea”, disse.

Oportunidades de investimentos
Defendeu que o II Fórum de Negócios e Oportunidades de Investimentos “Invest- Huíla”, tem o seu destaque por direccionar as opções estratégicas dos investidores presentes oriundos de países dos quatros continentes, que encontram nas terras da Chela vários centros de investigação científica.
Samuel Candundo considerou ser um factor vantajoso à actividade produtiva o facto de 60 por cento da população angolana habitar nas zonas rurais praticando a agricultura familiar e criação de gado bovino, suíno e caprino, incluindo aves diversas.
Neste propósito, enfatizou os municípios de Chicomba, Caconda e Caluquembe consideradas triângulo do milho devido as quantidades consideráveis lavradas a cada época agrícola, por possuírem ainda espaços para projectos a escala industriais, onde alguns com sistemas
de armazenamento apropriado.
“O clima tropical de altitude salutar para a sobrevivência das espécies proporciona também condições variáveis para o investimento no sector do Turismo, energias limpas, solares e eólica cujo uso e durabilidade garante a recuperação a curto e longo prazo a recuperação de investimentos de monta”, referiu.
Um investimento, realçou o académico, que já encontra um forte suporte das vias de circulação área, rodoviária e ferroviária.
“A província da Huíla pode ser vista como a placa giratória pelas suas vias de circulação a partir da sede atingirem as zonas Norte, Sul, Este e Oeste”, destacou.
Sublinhou que o escoamento da produção ou transporte de qualquer mineiro é auxiliado pelo comboio do Caminhos-de-Ferro de Moçâmedes, onde está já a vista a construção do ramal que vai atingir Santa-Clara, localidade fronteiriça com a
vizinha República da Namíbia.

Namíbia atenta a via-férrea
O interesse da expansão da linha férrea do Caminho-de-Ferro de Moçâmedes (CFM) a partir de um ramal na localidade de Tchamutete (Jamba), a fronteira de Santa Clara, já está nos planos das autoridades segundo dados do embaixador da Namíbia em Angola, Patrick Nandago.
Informou que o Caminho-de-Ferro da Namíbia já está próximo a Santa Clara, facto que viabiliza a materialização da intenção de modo a facilitar ainda mais as trocas comerciais e o transporte de pessoas e bens.