O elevado desemprego é um indicador de importância fundamental nas decisões macroeconómicas. É no entanto, um problema que que o Governo tem procurado resolver nos últimos anos para reduzir a taxa de desemprego no país que ronda os 28 por cento. A grande preocupação surge pelo facto de o mercado de trabalho não ter conseguido absorver a força de trabalho recém-formada. O JE saiu à rua e recolheu algumas opiniões sobre a empregabilidade em Angola.
Anete Morgado, funcionária pública, afirma que conseguir emprego no país é um “calcanhar de Aquilles”. E com essas políticas espera ver as coisas a melhorar porque existem muitos jovens com formação média e superior que não conseguem emprego. Por isso pede ao Executivo e aos privados que façam alguma coisa concreta inverter a situação.
Já Mário Andrade, gestor e contabilista, considera que o índice de desemprego no país é muito elevado e aponta o fraco investimento dos estrangeiros, o motivo da falta de emprego para dar cobro a esta situação. “Temos que criar uma conexão entre as universidades públicas e privadas para dar maior oportunidade aos jovens que procuram o primeiro emprego”.
A psicóloga, Luísa António, tem esperança de que a médio prazo vão se criar muitos postos de trabalho em Angola, o que pode contribuir grandemente para a redução do desemprego. “Não há dúvidas de que o sector empresarial privado, no quadro da diversificação da economia, pode
vir a criar muitos empregos”, disse.

Está difícil esperar
Simão Domingos Simão, estafeta da Tupuca, diz que têm de dar mais oportunidades para a juventude. Vejamos: Existe jovens licenciados a trabalhar na pedreira, se as entidades competentes e o sector privado criarem mais postos de trabalho, vamos baixar o índice de criminalidade e outros males que afligem a nossa sociedade.
Gilberto Gonçalves, funcionário público, salienta que o executivo está a trabalhar, mas para se garantir mais postos de trabalho, é preciso que a nossa juventude vá a procura de emprego porque fora da nossa capital existem muitos postos para serem ocupados.
Já na visão de estudante, Manuel Pedro, temos que melhorar muito, porque há muita gente desempregada, e isto é notável, não precisamos fazer uma análise ou estudo sobre esta temática que cria tanto transtornos ao país. Temos muitos formados e não conseguem pôr em prática o que aprenderam durante a sua formação por falta de emprego.
Lino António, motociclista, afirma que é altura de os mais velhos passarem o testemunho para os jovens. Diz que existem muitas empresas que estão a aposentar funcionários, por isso podem empregar estas pessoas que não têm emprego. Embora seja difícil, numa primeira fase, pôr em prática os conhecimentos adquiridos, mas aos poucos com ajuda podem dar conta do recado. Na sua opinião o governo não deve somente confiar no privado para criar mais postos de trabalho.
No entender do professor de Gestão, Altino da Silva, a falta de emprego é realmente preocupante. E com a crise económica as empresas estão sem recursos para contratar novos funcionários e como sabemos o sector público é o maior empregador mas ainda assim, não tem sido suficiente para agregar toda franja populacional que sofre com a escassez de emprego. “Nos dias de hoje, são inúmeras famílias que sofrem com a falta de emprego nesta perspectiva, o Estado tem de potenciar as famílias com financiamentos ou créditos para que sejamos empreendedores”,
disse o docente.