Os empresários com necessidades de pagamento no exterior de mercadorias, bens ou serviços com valores acima dos 100 mil euros passam, doravante, a liquidar tais compromissos por via de cartas de crédito, contrariamente às anteriores práticas de cash.
De acordo com a decisão anunciada, na última quarta-feira, em Luanda, pelo governador do BNA, José de Lima Massano, faz-se necessária uma reorientação das medidas de actuação do banco central junto dos empresários, com o objectivo de incentivar as importações e exportações.
Quanto aos pagamentos até 100 mil euros, o processo é facultativo, podendo também fazê-lo utilizando uma carta de crédito concedido pelo BNA.
O novo Regulamento das Operações Cambiais de mercadorias, que segundo o governador poderá ser melhorado, tendo em conta as contribuições dadas pelos empresários, tem como o objectivo assegurar o controlo sobre o endividamento do país e conferir maior previsibilidade sobre os fluxos futuros de fundos em moeda estrangeira.
“Estamos num exercício de diversificação da nossa economia e das nossas fontes de acesso à moeda estrangeira e essas exportações vão beneficiar o exportador e a economia nacional”, disse o governador do BNA.
José Massano tranquilizou os empresários e garantiu que até Agosto deste ano os processos de operações cambiais de empresas que estão atrasados desde 2014 e os números estarão resolvidos.
“Estamos preocupados com o número elevado de processos. A princípio, a regularização devia estar tratada até Abril, mas, a nossa expectativa é resolver definitivamente todos os casos até Agosto deste ano”, afirmou.