Estamos perante dois cenários: A continuidade dos cortes colectivos e o fim dos mesmos. Que cenário mais favorece a nossa economia?
A República de Angola apresenta uma economia de enclave, ou seja, quase totalmente dependente das receitas provenientes das exportações de petróleo bruto, para financiar o OGE e a economia nacional.
Nesta fase, a manutenção dos preços a níveis que satisfaçam os produtores, assim como os consumidores, é apenas possível através do esforço que os países membros da OPEP e Não OPEP têm desenvolvido através da implementação da Declaração de Cooperação, assinada em 10 de Dezembro de 2016; o que implica dizer que a continuidade dos cortes beneficiará significativamente a economia angolana. Em resumo, preços altos proporcionam mais receitas cambiais para o país.
Outro aspecto que deve ser enfatizado é o nível da nossa produção nacional de petróleo, que neste momento situa-se em cerca 1.390.000 bpd e para 2020, prevê-se um incremento para 1.436.000 bpd.
Como avalia a relação entre o nosso país e o Secretariado-Geral da OPEP?
À semelhança de outras Organizações Internacionais, o Secretariado-Geral é o órgão executivo e responsável pela funcionalidade da Organização. Como membro efectivo, Angola tem pautado sempre por óptimas relações e nunca registou qualquer conflito entre as partes.
Deve sublinhar-se que o actual Secretário-Geral da OPEP é natural de um país africano e a sua eleição contou também com o voto favorável do nosso país.