A recuperação da economia nacional é apontada por vários especialistas nacionais e internacionais como a principal decisão para a resolução da situação do desemprego em Angola, que afecta mais de 3.675.819 pessoas no país.
A taxa de desemprego cresceu 8,8 por cento nos últimos dois anos, atingindo 28,8 por cento da população economicamente activa, que é estimada em 12.749.140 pessoas, de acordo com um estudo recente do Instituto Nacional de Estatística e deste número 9.073.321 angolanos estão empregados.
Além da recuperação da economia que foi, fortemente, efectada pela baixa do preço do petróleo no mercado internacional, só com a diversificação da economia será possível uma maior geração de novos postos de trabalho, porque a economia formal não tem sido capaz de oferecer sustentabilidade a empregabilidade.
Angola apresenta uma das maiores taxas de desemprego da África Subsariana e a segunda mais elevada da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC) e criar emprego só é possível com pessoas que se sujeitem a fazer empresas sustentáveis e rentáveis. A taxa de desemprego actual é de 28,8 por cento, tendo esta crescido para 8,8 por cento. No país existem 4.479.008 homens e 4.594.313 mulheres empregados.
A médio e longo prazo é necessário que o Executivo incentive aos créditos bancários para o sector privado, baixe o nível de corrupção e aprimore as legislações laborais para criar outra dinâmica interna.

Desemprego continua a ser o maior “Calcanhar de Aquiles”

O Executivo angolano continua a fazer tudo para garantir que seja cumprida uma das maiores promessas eleitorais feita em 2017, pelo então candidato do MPLA e hoje Presidente da República, João Manuel Lourenço, que herdou um fardo pesado do anterior Governo, para o seu consulado de cinco anos de mandato, onde a situação do desemprego, apesar de constar das prioridades do Executivo é, igualmente, o maior desafio da governação.
Na altura, a promessa era de que durante o período que durasse o  actual Governo, 500 mil empregos deveriam ser criados ou, pelo menos, garantir ao máximo a geração de novos postos de trabalho.
Hoje, apesar de terem sido criados mais de 161 mil empregos em vários sectores, a questão do desemprego ainda é o maior “Calcanhar D´Aquiles” do actual Executivo, que adoptou fortes medidas para contrapor a situação macroeconómica do país, que não facilita a geração de empregos, o crescimento económico, nem tão pouco uma maior produtividade das empresas, factor que não facilita a contratação de mão-de-obra por parte das empresas.
O país possui actualmente mais de 3.675.819  desempregados , dos quais, 62,4 por cento são jovens de até 24 anos. I