Os sectores da Indústria e da Agricultura deverão, num curto prazo, ser a aposta principal dos governos provinciais da Lunda Norte, Lunda Sul e Moxico com o objectivo de se criarem empregos para os locais e, deste modo, relançar a economia da região.
Esta estratégia do Executivo angolano foi manifestada, esta semana, pelo Presidente da República, João Lourenço, que durante dois dias (quarta e quinta-feira) trabalhou na província da Lunda Norte.
Na reunião com os governadores das três províncias do Leste, com o Presidente João Lourenço foi, igualmente, orientado a melhoria da interligação entre as capitais das províncias do Leste (Lunda Norte, Sul e Moxico) e, fundamentalmente, que se interligue Dundo ao litoral.
O secretário para a Informação do Presidente da República, Luís Fernando, que falou à imprensa, referiu que foi também manifesta a possibilidade de se trabalhar na construção de um caminho-de-ferro para a região, tendo assinalado que, por enquanto, é apenas um sonho.
Sobre a ligação por estrada entre o Leste e deste para o litoral, foi dito que tal intenção já consta do plano do Governo para este ano, com previsão financeira garantida já no OGE/2018.
No encontro, também mereceu atenção a necessidade de se concluirem todas as infra-estruturas ligadas às águas e à energia.

Condições favoráveis
Investidores brasileiros e marroquinos vão investir no sector agrícola da província da Lunda Norte, por possuir condições favoráveis para o cultivo.
A informação foi avançada à imprensa, no Dundo, pelo ministro da Agricultura e Florestas, Marcos Nhunga, durante uma visita do Presidente da República, João Lourenço, ao projecto agrícola de Cacanda.
A vinda destes empresários estrangeiros à região leste vai dinamizar a actividade, pois a Lunda Norte dispõe de terra e água que facilitam
o cultivo de produtos diversos.
A agricultura na Lunda Norte será desenvolvida de acordo com as suas características e as famílias camponesas poderão desempenhar um papel importante no cultivo da mandioca, ginguba e feijão.
Em relação à Fazenda Cacanda, privatizada pela Agrosub desde 2016, através de um concurso público, voltará a funcionar para
a criação bovina e avícola.
Neste momento, a fazenda conta com 400 cabeças e espera-se que até Junho tenha mil e 500 cabeças e em 2019 para três mil e 500 exemplares.
Em termos de aves, conta com 17 mil e 500 aves, menos 12 mil e 500 da capacidade instalada.
O projecto Cacanda foi inaugurado em Março de 2012 e foi gerido inicialmente pela Agricultiva e Gesterra. Agora está sob gestão da Agrosub.
Já o Aproveitamento Hidroeléctrico do Luachimo, outra infra-estrutura visitada pelo PR, prepara-se para quadruplicar a sua capacidade de produção de energia nos próximos dois anos.
A central eléctrica terá quatro turbinas, cada uma com capacidade de 8,5 megawatts (MW), perfazendo 34 MW, contra a anterior 8 MW. Essa meta deverá ser alcançada no quadro das obras de ampliação e modernização iniciadas em Maio de 2017.

Comissão económica aprova memorando para pagar dívidas

A Comissão Económica do Conselho de Ministros aprovou, ontem, na reunião realizada no Dundo, província da Lunda Norte, um memorando sobre a avaliação e actualização da estratégia de regularização de restos a pagar e atrasados.
A sessão, orientada pelo Presidente da República, João Lourenço, aprovou ainda o relatório de balanço da execução do Orçamento Geral do Estado (OGE) referente ao IV trimestre do ano de 2017. Deu também parecer favorável aos dados sobre a execução orçamental, incluindo o balanço orçamental, financeiro e a demonstração das variações patrimoniais, a avaliação do grau de implementação da estratégia de regularização da dívida pública, propondo medidas para a sua actualização e, deste modo, garantir a sua exequibilidade e eficácia.
Por outro lado, a Comissão Económica aprovou também o regulamento do Fundo de Equilíbrio Nacional e Fundo de Equilíbrio Municipal, diploma legal que define os termos e as condições de afectação dos recursos dos fundos de financiamento dos órgãos da Administração Local do Estado, por via do estabelecimento de um regime flexível e desconcentrado de distribuição de receitas para a execução de acções.
As acções são no quadro da delimitação de competências relativas à provisão de bens e serviços públicos, entre a administração central e a administração local do Estado.
Ainda nesta sessão, a comissão económica aprovou o primeiro relatório de balanço do plano intercalar para o período de Outubro de 2017 a Março de 2018, instrumento programático de curto prazo que prevê a implementação de 144 acções, das quais 134 foram já iniciadas e destas 37 estão concluídas.
No quadro do plano, as acções não iniciadas estão retomadas no Programa de Estabilização Macroeconómica 2018 e no Plano Nacional de Desenvolvimento 2018-2022.
Além destes assuntos, vários temas de relevância económica e social mereceram parecer positivo do Órgão de Consulta.