As províncias do Norte (Luanda, Bengo, Malanje, Cabinda, Zaire, Cuanza Norte e Uíge) lideram a quota de afectação de recursos no Orçamento Geral do Estado (OGE) de 2018, já disponível ao público, desde terça-feira, na página de internet do Ministério das Finanças.

Ao todo, os governos das regiões do Norte vão gerir 851,175 mil milhões de kwanzas, os da Zona Sul (Benguela, Bié, Cuanza Sul, Cunene, Huíla, Huambo e Namibe) 517, 916 mil milhões, ainda assim acima dos 499.170 mil milhões de kwanzas da proposta inicial do OGE 2018. Já as do Leste (Lunda Sul, Moxico, Lunda Norte e Cuando Cubango) sobem para 189,71 mil milhões de kwanzas em comparação com os 180.397 mil milhões de kwanzas da proposta inicial. Nela, a Zona Norte apareceu com 834,762 mil milhões de kwanzas (8.62 por cento).
No geral, o interior tem uma verba para gerir até ao final do ano no valor de 1.558.742 triliões de kwanzas, representando 16,1% do valor geral do OGE de 9,685.550 triliões de kwanzas, contra os 15,63% (1.514.330 triliões) da proposta inicial.
Em termos nominais e percentuais, as províncias tiveram uma subida de 44, 411 mil milhões de kwanzas se comparado com a proposta antes da sua aprovação pela Assembleia Nacional a 14 de Fevereiro do corrente ano.
No conjunto das 18 províncias, Bengo é a única que sofreu baixa no OGE 2018,estando agora com uma verba de 47,171 mil milhões de kwanzas contra os 47,178 da proposta inicial.

Estruturas centrais e sectores
As verbas destinadas às Estruturas Centrais sofreram, igualmente, uma redução de 44, 411 mil milhões de kwanzas. Na proposta inicial caberia um orçamento de 3,020 triliões de kwanzas, mas no documento final aparece com 2,975 triliões de kwanzas (de 84,37 para 83,91%).
O sector da Educação passou de 524,01 mil milhões de kwanzas para 559,59 (35,58 milmilhões a mais), Saúde de 351, 84 para 388,47 (35,63 mil milhões a mais). O sector dos Transportes também subiu a verba de 175,58 para 192, 31 mil milhões (16,73 mil milhões a mais) e Habitação e Serviços Comunitários de 357,68 para 361,72 (4,04 mil milhões a mais).
Na proposta inicial, o sector dos Transportes havia sofrido uma substancial redução de 372,7 mil milhões para 175,58 mil milhões de kwanzas. Em comparação com o ano de 2017, o sector tinha sido reduzido de 7,38 por cento para 3,81, sendo o valor do diferencial rondava a 197,19 mil milhões de kwanzas.
A indústria extractiva, transformadora e construção subiu de 27,06 para 29,56 (2,5 mil milhões de kwanzas), comunicações e tecnologias de informação de 13,18 para 14,25 mil milhões (1,07 mil milhões).
Os decisores reduziram a cabimentação inicial aos sectores da protecção social (de 681,19 para 621,21, menos 59,98 mil milhões kwanzas), defesa (545,59 para 540,59, menos 5 mil milhões de kwanzas) e órgãos executivos (de 594,48 para 577,16, uma baixa de 17,32 mil milhões de kwanzas).
No entanto, mantiveram com as verbas das afectações iniciais os sectores da recreação, cultura e religião, protecção ambiental, agricultura, silvicultura, pesca e caça, investigação e desenvolvimento em assuntos económicos, órgãos legislativos, serviços gerais, assuntos financeiros e fiscais, relações exteriores, serviços públicos gerais de investigação e desenvolvimento, ajuda económica externa e serviços gerais da administração pública não especificados.

Execução
No OGE 2018 tem 115 programas dos vários departamentos ministeriais. Em comparação com a proposta inicial, diminuiu-se a verba de 20, 450 mil milhões de kwanzas nos programas como de reabilitação e construção de infra-estruturas económicas básicas (39 mil milhões de kwanzas), de protecção e promoção dos direitos da criança (50 mil milhões e kwanzas) e programa de fomento da actividade produtiva agrícola (1,050 mil milhões). Além disso, houve baixas na verba para o programa de melhoria da qualidade das capacidades técnicas e infra-estruturas das Forças Armadas (4,3 mil milhões) e as reservas de 155 mil milhões para 140.
No total, elevou-se dinheiro a 28 programas, com destaque para o Programa Integrado de Desenvolvimento Rural e Combate à Pobreza. Dos 115 programas, 80 conservou-se os montantes iniciais, com destaque para o Angola Investe, Programa de Facilitação do Acesso ao Crédito, Programa de Valorização da Família e Melhoria das Condições de Vida e o Programa de Incentivo ao Empreendedorismo.