A Angola Telecom, está na segunda posição, depois da Taag, com o pior desempenho económico no exercício de 2018 com um prejuízo de 35 mil milhões de kwanzas.
Segundo o relatório do Instituto de Gestão de Activos e Participação do Estado que o JE teve acesso, a companhia aérea de bandeira (TAAG), é a empresa que maiores prejuízos apresentou em 2018: são quase 100 mil milhões de kwanzas, um forte aumento face ao
exercício relativo a 2017.
A Empresa Pública de Águas de Luanda (EPAL), vem em seguida acumulando mais de 15 mil milhões de kwanzas negativos em 2018. As inconformidades, segundo a auditora Ernst & Young, vão desde a inexistência de registos contabilísticos fidedignos, à falta de pagamento de impostos e contribuições ao Estado (no caso da Epal), entre outros problemas. No caso da Taag o auditor refere mesmo que a empresa necessita de ser recapitalizada sob pena de ser “impedida de continuar o seu curso normal de negócios”.
Segundo o Igape, as restantes empresas no negativo são a Aldeia Nova, Edições Novembro, Caminho-de-Ferro de Luanda, Caminho-de-Ferro de Moçâmedes, Porto de Cabinda, Sécil Marítima, Tcul, Empresa de Águas de Benguela, Ferrangol, Sociedade de Desenvolvimento do Pólo Agrícola de Capanda (SODEPAC), Gráfica Popular, TPA, Empresa Nacional de Abastecimento Técnico-Material da Indústria Pesqueira (ENATIP), Empresa Nacional de Pontes.
Constam ainda na lista a Empresa Fabril de Calçados e Uniformes (EFCU), Banco de Poupança e Crédito (BPC), Entreposto Aduaneiro e Escola Nacional de Administração (ENAD).
Sonangol é a rainha dos lucros
A petrolífera estatal, que desde o início do ano deixou as funções de concessionária (facto que deverá ter impacto contabilístico no exercício de 2019), é a campeã dos lucros no sector empresarial público em 2018.
A Sonangol registou lucros de quase 80 mil milhões de kwanzas (cerca de 209 milhões de dólares) ao passo que a Sodiam (Sociedade de Comercialização de Diamantes) apresentou cerca de 10 mil milhões de kwanzas positivos (38 milhões de dólares).
No terceiro lugar das mais lucrativas aparece a Recredit com lucros de 8,5 mil milhões de kwanzas em 2018
(22 milhões de dólares).
Além da Sonangol, Sodiam e Recredit também apresentaram lucros a Rádio Nacional de Angola (RNA), Sociedade de Desenvolvimento da Zona Económica Especial Luanda-Bengo (SD ZEE), Simportex, Endiama, Porto de Luanda, Porto do Lobito, Porto do Namibe, Porto do Soyo, Unicargas, Rede Nacional de Transporte de Energia (RNT), Empresa de Distribuição de Água do Cuanza Sul, Empresa Nacional de Construções Eléctricas (Encel), Empresa de Águas do Lobito, Prodel (Empresa Pública de Produção de Electricidade), EGTI (Empresa Gestora de Terrenos Infra-estruturados), Angop, Peskwanza, Pescangola, Edipesca, Instal, Aerovia, Correios de Angola, Ensa, Bodiva, Banco de Comércio e Indústria (BCI), Banco de Desenvolvimento de Angola (BDA), Empresa Nacional de Distribuição de Energia (ENDE) e Enana (Empresa Nacional de Exploração de Aeroportos e Navegação Aérea).
As contas auditadas correspondem a participações nos sectores dos recursos Minerais e Petróleos, Energia e águas, Transportes, Financeiro, Telecomunicações, Defesa Nacional, Construção, Economia, Pescas, Comunicação Social, Comércio, Agricultura e Florestas, Ordenamento do Território e Habitação e Administração
Pública e Segurança Social.