Angola prevê aumentar em mais de 50 por cento a sua capacidade de reserva de derivados de petróleo, a partir de 2022.
Em 2018, dados do Instituto Regulador de Derivados de Petróleos (IRDP) davam conta que metade dos 700 mil metros cúbicos de derivados de petróleo disponíveis para Angola estava armazenada em reservatórios flutuantes, em vez dos stocks em terra.
Para tal, foi assinado ontem, em Luanda, um memorando de entendimento entre Angola e os Emirados Árabes Unidos (EAU), que prevê a conclusão, nos próximos três anos (2020, 2021 e 2022) da primeira fase da construção do reservatório de combustível na Barra do Dande, província do Bengo. Com capacidade de armazenamento em terra de 641 mil e 500 metros cúbicos, o reservatório está avaliado em USD 600 milhões. As obras para construção desta base logística para armazenamento de gasolina, gasóleo, get, entre outros derivados do petróleo iniciaram em 2014, tendo paralisado em 2016, devido à crise económica. O memorando foi rubricado pelo presidente do conselho de administração da Sonangol, Sebastião Pai Querido, e pelo sheikh dos EAU, Ahmed Dalmook Al Maktoum.
Ao falar à imprensa, à margem do acto, o director do Terminal Oceânico da Barra do Dande, Mauro Graça, afirmou que os trabalhos estão executados em 20%.