As reservas de rochas ornamentais (granito, mármore, calcário, quartzo e outros) da província da Huíla estão estimadas em biliões de metros cúbicos, o que se assume como factor determinante de atracção de investimentos e geração de emprego e riqueza para as famílias. Recentemente, o governador da província, Luís da Fonseca Nunes, disse ser desafio da sua gestão melhorar as condições técnicas e administrativas para proporcionar um ambiente melhor na atracção de mais operadores, pois esta acção vai possibilitaro aumento da receita fiscal. Para ele, as rochas ornamentais da província da Huíla têm um elevado teor económico, factor determinante na aceitação pelos compradores nos mercados de alguns países europeus, americano, asiáticos, para onde são exportados. Por outro lado, Luís Nunes lembrou ter na província o maior número de operadores que se dedicam a estes serviços. “A província é rica em ferro, ouro e terras aráveis. Também é detentora de uma fauna e flora invejável para a prática do agro-negócio, além das paisagens naturais que potenciam o turismo”, disse. Todavia, a investigação científica, através das universidades Agostinho Neto e Mandume Ya Ndemufayo, bem como o Instituto Geológico de Angola, devem ser potenciadas, na sua visão, de forma a que se tenha informação credibilizada e potencial de riqueza identificada. Garantia institucional Uma garantia institucional para os interessados está no facto de a província manifestar-se, pelo seu governador, de portas abertas para receber e apoiar os investidores nacionais e estrangeiros que queiram explorar o potencial de rochas ornamentais existente na região e contribuir para a geração de empregos, diversificação da economia e incremento das exportações.

O secretário de Estado para a Geologia e Minas, Jânio Correia Victor, valorizou a recente conferência realizada na Huíla como acto de promoção do potencial do subsector, face aos objectivos de captação
de investidores privados.
“Mais investimento privado vai alcançar a abertura de novas pedreiras e estimular a criação de empregos para a juventude, numa altura em que o ambiente político e económico favorece a implementação de negócios”, afirmou.
Sobre o Plano Nacional de Geologia (PLANAGEO) certificou que o mesmo permite, actualmente, ao investidor ter uma visão mais real sobre o potencial existente, a localização e a qualidade
das rochas ornamentais.
Segundo assegurou, os mapas geológicos ajudam a divulgar o potencial, pois a primeira coisa que o investidor faz quando se interessa por uma determinada área
é a busca de informações.
“Fizemos um levantamento aero-geofísico de todo o país. Foram revistas as anomalias e com base nisso foram produzidas cartas geológicas com mais detalhes”, assegurou.