O ministro da Geologia e Minas, Francisco Queiroz, disse ao JE que a inauguração da barragem de Laúca pode dinamizar a indústria siderúrgica do país.
Francisco Queiroz fez estas declarações durante a cerimónia que marcou a inauguração da barragem de Laúca, na província de Malanje, tendo na ocasião revelado que com a inauguração de infra-estruturas desta dimensão, o país já pode projectar o aumento de investimentos no sector de metalurgia de modo a dinamizar a produção
de aço e ferro fundido.
Além do sector da siderurgia, a transformação mineira consome elevados megawatts de energia, pelo que a sua produção em grande escala traz um valor acrescentado para a indústria mineira.
O governante sublinhou que, nos últimos anos, o Estado tem vindo a criar as condições necessárias para dinamizar o crescimento económico do país e gerar renda e postos de trabalho.
“Não é possível falar de desenvolvimento sem energia eléctrica”, disse o ministro, tendo assegurado que o funcionamento das pequenas, médias e grandes unidades fabris, depende em grande medida do fornecimento de energia eléctrica. Por outro lado, o ministro avançou que a próxima legislatura poderá aproveitar este potencial energético para dinamizar a base económica do país.

Mais-valia
Já para o ministro da Construção, Artur Fortunato, o empreendimento hidroeléctrico representa um ganho significativo, uma vez que vai impulsionar a electrificação das zonas urbanas
e suburbanas do país.
O ministro aproveitou a ocasião para indicar que o país está a desenvolver um conjunto de projectos destinados à dinamizar o crescimento económico, com destaque para as obras do Aeroporto Internacional de Luanda e a melhoria de vias nos diversos pontos de Angola.
O ministro dos Petróleos, Botelho de Vasconcelos, realçou a importância da construção de Laúca para o desenvolvimento do país. Para o governante, o potencial do rio Kwanza começa agora a ser transformado para o fomento da economia nacional através do fornecimento de energia eléctrica.
O ministro acrescentou ainda que o aumento da capacidade de produção de energia é fundamental para todos os sectores da actividade económica e social.
Por sua vez, a ministra do Ambiente, Fátima Jardim, explicou que a licença de operação ambiental de Laúca já foi emitida, de modo a assegurar a certificação do investimento energético.
De acordo com a ministra, a aposta no desenvolvimento sustentável e preservação do meio ambiente e das diferentes espécies à sua volta têm sido uma realidade constante nos
projectos do Executivo.