Os responsáveis sindicais, ouvidos pela Angop, revêem que o ano 2020 servirá para reiterar a necessidade da revisão da actual Lei Geral do Trabalho, com vista a reparar os princípios que tornaram precária a relação jurídico-laboral. Segundo o secretário-geral da UNTA-CS, Manuel Viage, perspectiva que no novo ano o Estado alinhe o salário mínimo nacional à cesta básica, propondo uma cifra na ordem de 80 mil kwanzas, ao contrário dos 22 mil actuais. Disse que nos últimos cinco anos, várias empresas viram-se forçadas a encerrar e milhares de angolanos perderam os empregos, devido à crise, mas espera que no corrente ano essa situação possa inverter.
O secretário-geral da Central de Sindicatos Independentes e Livres de Angola (CGSILA), Francisco Jacinto, entende ser este um ano de mais trabalho em prol da melhoria das condições salariais e de trabalho. Prometeu, entretanto, maior celeridade na resolução de conflitos laborais e da revisão da actual Lei Geral do Trabalho (LGT). Por seu turno, o presidente da Força Sindical, Joaquim Freitas, perspectiva a revisão, este ano, da Lei Geral do Trabalho que vigora desde 2015 que, a seu ver, “apresenta muitos recuos em matéria de estabilidade do emprego” “Espero um ano melhor que o de 2019, que ficou marcado com diversas reivindicações”, disse.