Entre as imprevistas geadas das montanhas e o sol de brisa do mar, as estradas circulares de Sochi ligam um ponto ao outro e desenham uma cidade amiga. Numa viatura Lada ou Niva doutrora, que circulam na faixa mais à direita pela pouca força de explosão do seu motor ou até mesmo ao volante de um moderno Captur ou Kia Rio, o taxí pelas zonas de Sochi corre à velocidade dos campões de rali que fazem deste serviço a sua aposentadoria do volante profissional. Numa viajem de 30 quilómetros, são necessários, em média, 1.000 rublos (equivalem a sete mil kwanzas, isto é cerca de 15,66 dólares). Pelo bolso, todos devem levar consigo os rublos que compram e pagam serviços. É Europ a; Zona Euro não senhor. Pagar em dólar, jamais…
Neste ambiente de claro equilíbrio entre a procura e a oferta, os hotéis de Sochi, com uma ou às mais altas estrelas de classificação, cobram entre 900 rublos (kz 6.314 ou cerca de 14 dólares) aos 8.000 (kz 56.132 ou usd 125) de diária.
Como ninguém fica indiferente a presença de “homens de cor” pelas ruas de Sochi, o cardápio que mais apura no doce faz um contraste ao picante indiano ou ao bom tempero português, ingredientes que se juntam a mescla de nacionalidades ali convergentes.
Ao ver-se luxuosas marcas de carros no serviço de táxi, percebe-se desde logo que se está em presença de uma economia estabilizada, um facto confirmado pelo sistema de compras em compensação ou seja, os artigos de alto valor (televisão, telefones, carros e outros tantos eletrodomésticos, por exemplo) são vendidos sob pagamentos parcelados.