O produtor José Alexandre Silva entende que premissas como subsídio ao gasóleo e factores de produção são indispensáveis para que seja aliciante a qualquer investidor enveredar para a produção de arroz. “Indispensável também é a existência de sementes adaptadas, e aí o Estado através dos seus centros de investigação tem um papel fundamental, não podendo o produtor aumentar os seus custos por ter de sofrer com o processo de melhoramento de sementes e consequentemente maiores custos de produção”, revela o também secretário-geral da Associação Agro-Pecuária de Angola (AAPA). Melhorar a rede viária
Para ele, a melhoria das vias de comunicação e a electrificação das zonas rurais são também, indispensáveis à produção e escoamento de produto, bem como a indústria de descasque, que na sua visão “tem um papel fundamental”. “Será impossível criar todos estes incentivos de uma só vez, mas para haver uma aposta determinada neste sector de actividade, que tanto pode contribuir para um aumento de empregabilidade e riqueza do país, os mesmos terão de ser levados em elevada estima”, destaca. Sobre o processo de privatização das fazendas que antes pertenciam ao Estado e que poderão dinamizar este sector de actividade, José Alexandre Silva, defende que haja “incentivos aos empresários para produzirem arroz a valores competitivos e estabelecimento de um preço mínimo garantido”. “Para haver um despertar de interesse por parte dos empresários terá de haver uma conjugação dos pontos acima referidos e o Estado terá de conceder isenções fiscais e apoiar através de produtos de financiamento que permitam gerir e melhorar as instalações existentes”, sublinha.