A declarante Maria Juliana de Carvalho Fontes Pereira disse ontem, em Tribunal, que a transferência de 500 milhões de dólares não efectuada pelo Banco Nacional de Angola (BNA) a entidade Perfect Bits Limited, em Agosto de 2017, não obedeceu aos procedimentos contabilísticos e às normas de controlo interno da instituição.
Conforme declarou, o normal, em casos de transferência de valores das contas do BNA a terceiros, é que as operações depois de validadas junto do Departamento de Gestão de Reservas (DGR) prossiga com o envio de uma comunicação ao Departamento de Operações (DOP) com conhecimento do Departamento de Contabilidade.
No caso do envio dos 500 milhões, a operação foi directamente à Contabilidade em violação às normas, o que fez, internamente, serem efectuadas diligências para que se apurasse a veracidade da mesma ou no mínimo o conhecimento do governador, enquanto autoridade máxima do banco central.
A directora do departamento de contabilidade disse, por outro lado, que após tomar conhecimento da operação em Setembro de 2017, através de uma comunicação interna, e de todas as irregularidades de procedimentos em volta do processo, recebeu-o para análise. Na verificação do mesmo, contou, detectou insuficiências de documentação para o seguimento da abertura de conta em nome das entidades implicadas no caso.