Os produtos que compõem a cesta básica, como trigo, o arroz e o açúcar, bem como o cimento hidráulico, foram os bens mais comprados por Angola no exterior durante o exercício económico de 2019 e que tiveram um maior peso no saldo da balança comercial.
Segundo apurou o JE, a quantidade de farinha de trigo importada em 2019 foi de 157,5 mil toneladas, registando um aumento de 68,9 toneladas relativamente ao ano anterior.
O arroz, o terceiro produto mais importado no terceiro trimestre de 2019, atingiu 113.111 mais 27.910 toneladas, comparativamente ao ano de 2018 que teve compras
no exterior de 85.200 .
A importação de açúcar cifrou-se em 66.883 toneladas, mais 10.557 em relação a igual período de 2018, que registou compras de 85.200, um diferencial de 18,174 por cento.
Na transacção mercantil com o exterior destaca-se também a importação de granito e outras pedras de cantaria, que registaram um incremento de 37.891 em relação ao mesmo período de 2018. Um outro aumento verificou-se na importação de milho, na ordem de 44,67 por cento.
Em contraste, outros produtos alimentares, como carne e miudezas, óleo de soja e farinha de cereais,
apresentaram descidas.
Em 2019, importou-se 48.055 toneladas contra 73.656 registado em 2015, uma redução de 25.601, altura em que o volume era mais acentuado.
Portugal, China e Coreia do Sul são os países que mais exportaram para Angola em 2019, mas as suas exportações caíram, comparativamente ao ano de 2018. Por exemplo, de Portugal importou-se menos 70.130,49 toneladas, da China menos 133.025,06 e da Coreia do Sul menos 99.934.
O continente que mais exportou para Angola foi a Europa, com 633.633 toneladas, seguido pela Ásia, com 520.048, e pela América, com 207.567.

Angola reduz importações
O volume das importações baixou em 10 por cento, de Janeiro a Outubro de 2019, em comparação ao período homólogo,segundo o BNA.
Em termos de importação de alimentos, o país observou uma redução na ordem dos 21,7 por cento, quando comparado com o mesmo período de 2018.
Assim, no período de 10 meses, ou seja de Janeiro a Outubro deste ano, foram gastos mil milhões 339 milhões, 300 mil e 500 dólares norte-americanos, para a importação de bens da cesta básica e outros produtos prioritários.
Deste valor, 205 milhões, 225 mil e 402 dólares americanos foram gastos na aquisição de arroz, 204 milhões, 431 mil e 324 para a compra de carne de frango, 186 milhões, 190 mil e 957 para óleo de palma.
Foram ainda gastos, neste período de 10 meses, 137 milhões, 400 mil e 182 dólares norte-americanos na aquisição de açúcar e 124 milhões, 779 mil e 215 dólares na importação de farinha de trigo, entre outros produtos.

Exportações em queda

No que toca às exportações, em 2019, a Angola exportou bens no valor de 30,3 mil milhões de dólares, tornando-se o 60º maior exportador do mundo, segundo um estudo de uma consultora internacional.   Durante os últimos cinco anos, as exportações de Angola decresceram a uma taxa anualizada de -13 por cento, a partir de 58,4 mil milhões de dólares em 2014 para 30,3 mil milhões em 2018. As exportações mais recentes são lideradas por óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos, que representam 88,5 por cento das exportações totais de Angola, seguido pelo Gás de petróleo e outros hidrocarbonetos gasosos, que responde por 4,45.
Os produtos como café, sal, mel, frutas tropicais, mármore e granito são os bens escolhidos pela Agência de Investimentos Privados e Promoção das Exportações  para um programa piloto de exportação.
A madeira, pescados e mariscos, bambu e banana são produtos com potencial para impulsionar as exportações, de acordo com um estudo realizado por quadros dos sectores institucional e privado, durante um programa de formação financiado pelo Ministério do Comércio e a União Europeia.
O mel e frutas, precisou, são os produtos que enfrentam algumas barreiras relativas à falta de certificado fitossanitário para a exportação.
A cerveja, que representou cerca de 57 por cento de Produto Interno Bruto (PIB)?do sector industrial angolano, com a produção de 9,5 milhões de hectolitros, em 2019, também é apontada entre os produtos que ajudou a influenciar no peso das exportações.