O sucesso do Programa de Privatização (PROPRIV), que prevê alienar, parcial e totalmente, 195 empresas públicas e acções até 2022, depende da mensagem que Angola está a passar para os investidores nacionais e internacionais a investir no país.
A afirmação é do advogado Paulo Trindade da Costa, quando falava hoje à Angop, à margem da conferência sobre “Privatizações: oportunidades e desafios”, que considerou a transparência como o primeiro elemento crucial para uma privatização bem sucedida, por permitir dar confiança aos investidores.
“Para a realidade de Angola, a transparência é fundamental porque a gestão das empresas públicas tem sido menos transparente, ou seja, muita gente transformou a propriedade pública em privada”, afirmou.
O advogado também destacou a necessidade de respaldos políticos para se perceber que os resultados não serão imediatos, nomeadamente em retorno financeiro com venda de activos de empresas, mas perceber que aquilo que se perde hoje vai se ganhar no futuro.
Salientou que o facto de Angola já afastar as regras de conteúdo local no investimento, a burocracia associada desde os vistos a apresentação de projectos de investimentos são medidas de atração de investimentos que deve aplaudir o Governo de Angola, porém a falta da dupla tributação as divisas, entre outros ainda condicionam.
Segundo afirmou, existe a necessidade de ser-se realista e pragmático olhando para o efeito transformador deste processo de privatizações, mesmo que no curto prazo pareça mal ou não se ganhe tanto.