Um total de 2,16 mil milhões de dólares (mais 19,7% em relação a 2017) foram comprados pelo BFA, em 2018, ao sistema financeiro, dos quais 2,04 mil milhões ao Banco Nacional de Angola e 118 milhões aos clientes diversos.
Embora os números representem um acesso elevado dos banco ao mercado cambial interno, as contas do operador também expressam que do total de 6.377 milhões de dólares em depósitos de clientes controlados no final de 2017, em Dezembro de 2018 os mesmos recursos de clientes estabeleceram-se nos 3.992 milhões. A diminuição é de 37,40 por cento. Se comparado aos 6.508 milhões de 2016 há uma redução de 38.65 por cento. O acesso às contas em divisas continuam a ser no sistema bancário uma “dor de cabeça” para os titulares de contas em moeda externa, porquanto os bancos apenas deixam sair cambiais mediante apresentação de bilhetes de passagens e vistos de entradas em países com tal exigência migratória. A situação divide a banca e os respectivos clientes que quando podem tudo fazem para colocar seus recursos em outras posições de investimento ou à guarda pessoal.
Para atenuar as pressões de quem pretende reaver os dólares que possui na sua conta privada ou mesmo dos que desejam comprar as mesmas para as operações com o exterior, o BNA, na pessoa do seu governador, está a negociar com as empresas petrolíferas para permitir que estas empresas posam vender directamente os recursos
em moeda externa aos bancos.
Após o bastante elogiado processo de desdolarização que o banco central empreendeu nos anos 2006, a venda de cambiais passou a ser operação exclusiva do BNA que por sua vez as repassa aos bancos comerciais e estes ao mercado.