As receitas fiscais totalizaram 1.224,80 mil milhões de kwanzas, no II Trimestre, um aumento de 17,54% e 67,08% em termos trimestrais e homólogos, respectivamente. As receitas petrolíferas se situaram em Kz 751,97 mil milhões (61,40% das receitas fiscais), resultado de um aumento em termos trimestrais e homólogos de 9,35% e de 90,80%, respectivamente.
De acordo com o relatório do segundo trimestre deste ano do Banco Nacional de Angola, este crescimento é resultante do bom desempenho do preço médio do petróleo no mercado internacional e da depreciação do kwanza face ao dólar norte-americano.
A receita não petrolífera tem reduzido a sua contribuição nas receitas fiscais ao representar 38,60% do seu total contra 46,24% no mesmo período do ano passado. No período em análise, esta rúbrica atingiu o montante de Kz 472,82 mil milhões, tendo registado aumentos de 33,41% e de 39,49% em termos trimestrais e homólogos, respectivamente.
Tendo em conta o nível da contracção da base monetária que se reflectiu na redução substancial da liquidez no sistema, o BNA resolveu reduzir a taxa de juro directora de 20% para 18% e reduzir o coeficiente de Reservas Obrigatórias em moeda nacional de 21% para 19% para dar folga aos bancos comerciais e ao mesmo dinamizar o mercado interbancário.
Relativamente às condições de financiamento no sector bancário, realça-se que as taxas de juro praticadas nas operações activas de crédito ao sector empresarial, em Moeda Nacional, registaram reduções em todas as maturidades, excepto para a maturidade de 181 dias a 1 ano, que apresentou uma subida de 0,60 pontos percentuais (p.p). Destaca-se a taxa de maturidade de até 180 dias que reduziu 2,26 pontos percentuais (p.p). Em termos homólogos, as taxas de juro de empréstimos em moeda nacional, praticadas para o sector empresarial, registaram aumentos nas maturidades de até 180 dias, 181 dias a 1 ano e mais de um ano de 6,64 p.p., 6,73 p.p. e 4,69 p.p., respectivamente.
Por seu turno, as taxas de juro praticadas nas operações activas a particulares em Moeda Nacional registaram aumentos em todas as maturidades, excepto para a maturidade de mais de um ano, que apresentou uma redução de 0,21p.p. Destaque para a maturidade de até 180 dias, cujo aumento foi de 3,96 p.p. Em termos homólogos, as taxas de juro de empréstimos em Moeda Nacional praticadas para os particulares registaram aumentos nas maturidades de até 180 dias, 181 dias a 1 ano e mais de um ano em 1,81 p.p., 3,17 p.p. e 4,24 p.p., respectivamente.
Em termos acumulados no segundo trimestre de 2018, o BNA vendeu USD 4.156,46 milhões, contra USD 2.739.16 milhões no trimestre anterior. Do total dessas vendas, cerca de 4,41% foram alocados ao sector dos bens alimentares, 14,95% para leilões de diversos sectores, 4,68% para viagens, ajuda familiar e saúde.
O relatório do banco central avança, também, que os bancos comerciais adquiriram USD 362,11 milhões aos seus clientes, representando um aumento de 24,11% contra 291,77 milhões no trimestre anterior. Em termos totais, o montante de divisas vendidas aos bancos foi de 4.156,46 milhões, registando um aumento de 51,74% em relação ao primeiro trimestre de 2018. O grau de execução das divisas vendidas aos bancos comerciais fixou-se em 62,94% no segundo trimestre de 2018, o que resulta numa execução de USD 2.615,98 milhões, dos quais 52,14% foram destinados às operações de invisíveis, 45,16% às operações de mercadorias e 2,70% às operações de capitais.

BNA aposta em canais de diálogo

A administração do Banco Nacional de Angola (BNA) lançou, recentemente, através da sua página de internet, a primeira edição do Boletim Oficial
de periodicidade trimestral.
O Boletim Oficial do Banco Nacional de Angola, previsto no artigo 93.º da Lei n.º 16/10, de 15 de Julho – Lei do Banco Nacional de Angola, é um meio, através do qual, dá-se cumprimento aos deveres legais de divulgação dos actos normativos do Banco Nacional de Angola e outras informações relevantes, com impacto no Sistema Financeiro Angolano, em particular, no sector bancário, na comunidade académica e sociedade civil.
Nesta primeira edição deste ano, o BNA destacou as publicações das novas regras de política monetária e cambial. Segundo diz-se as mesmas visaram alterar positivamente as expectativas dos agentes económicos e promover o desenvolvimento económico, no âmbito das suas atribuições na qualidade de entidade de regulação e supervisão.