Esta é a semana do frenesim. Tudo corre. Tudo a subir por causa do Natal. Todos estão mais expostos às notícias de Natal. Nesta tradição que reúne a família pela meia-noite, na também designada ceia ou consoada, o bacalhau é dos que ninguém quer ter em falta à mesa.
A rede de lojas Kero o bacalhau crescido Noruega, 1 quilo custa kz 4.500, já no Candando o quilograma de bacalhau está a kz 5.500. É que se assume como “cabeça de cartaz” sem promoção. Mas o Natal não é só bacalhau. Em Angola, devido mesmo aos altos preços que chegam a ser cobrados por simples quilograma de peixe a custar o as famílias já criaram as alternativas, também pela perder do poder de compra.
Qualquer que seja o peixe seco, embora por semelhança prefira-se o macaiabo, a Ceia de Natal vale pelo marco e o seu valor de unidade familiar.
Cada vez mais e num quadro de um novo normal, as famílias são desafiadas a valorizar o elemento partilhado. Quiçá os apelos fossem todos nesse sentido de os vizinhos reunirem-se à volta da mesa lá no bairro e todos comerem como símbolo da paz e da construção de uma nova identidade familiar, que em muito se precisa na sociedade.
Uma outra tradição do Natal é a decoração de casas, edifícios, elementos estáticos, como postes, pontes e árvores, estabelecimentos comerciais, prédios públicos e cidades etc etc, todos comum luzes e figuras que representam o Natal.
Pela cidade de Luanda, sobretudo às noites, já é possível sentir a presença do simbólico sentimento de natal. Quem vai às lojas e supermercados tem de habituar-se a ver as caixas dos cabazes.