O sector da agricultura constitui a alavanca fundamental para o desenvolvimento do país, pois fornece a matéria-prima necessária à dinamização da indústria. Constitui, igualmente, uma ferramenta importante na política macroeconómica, que visa a criação de emprego aos jovens nos sectores primários.
Os cidadãos ouvidos pelo JE são de opinião que se deve apostar na agricultura familiar.
Para Ângelo Panzo, a agricultura é um dos sectores chaves para desenvolver a economia nacional e deixar da dependência do petróleo. Considera necessário que o Estado tem que investir no sector e os bancos darem abertura de creditos aos empresários do sector agrícola”, afirmou.
Já Eduardo Moreira é de opinião que uma vez que a maior parte da população angolana vive no meio rural e a gricultura é a base de desenvolvimento de um país, o Executivo deve apostar neste sector para alavancar a economia nacional.
O técnico de recursos humanos Germano Mendes avançou que o colono quando cá esteve construiu o país com base na agricultura. É um dos sectores que tem de se alavancar e o mais rápido possível claro que não vai ser fácil porque a agricultura de hoje não é a mesma dos outros tempos, a de hoje é mais estruturada e mais profissional. Segundo ele, precisa-se de ter quadros à altura para desenvolver este sector, a fim de desenvolver-se a economia pela sua diversificação. O sector petrolífero, considera, ainda tem um papel a dizer porque é um sector que gera receitas rápidas.
Um outro técnico,mas este das Pescas, no caso José Candeia, disse que, anteriormente, vivia-se da agricultura e que para o país desenvolver-se, é preciso criar a base que parte do sector da agricultura. “Os 500 anos que o colono viveu cá só vivia da agricultura”, disse.
O funcionário público José Luís, pertencente a Unaca, é de opinião que a agricultura e a pesca podem alavancar a economia nacional, só tem faltado investimento sério por parte do Executivo e de privados que devem ressurgir nesse domínio. O Estado tem que investir no sector cooperativo porque neste momento só a função pública absorve a força de trabalho.
Manuel Afonso acha que o sector da agricultura bem orientado e organizado, é possível alavancar a economia nacional, e deixar de depender de importações, visto que o nosso solo é fértil e a agricultura é a base do desenvolvimento de um país.
Leonilda Afonso, trabalhadora por conta própria, entende que o mais importante é que se encontrem os caminhos que façam com que as pessoas tenham comida, escola e acesso à saúde. “Se o petróleo só não basta, então os governantes mostrem as soluções necessárias para que se ultrapassem as dificuldades.