Há claramente menos papel/moeda em circulação, sobretudo de menor valor facial, casos de 50, 100 e 200 kwanzas. As novas notas de papel de 10 quase nunca chegaram a ser vistas, tal não fosse o susto de um vendedor que ao deparar-se com a nota não se coibitou de “amaldiçoar” o seu portador com a acusação de falsa e burla.
As moedas metálicas de 5, 10, 20, 50 e 100 kwanzas são as mais notáveis, mas muitas delas, tal e qual as outras moedas de papel, também se apresentam em mau estado de conservação. O resultado é vezes sem conta, os agentes comerciais negarem recbe-las. A escapatória tem sido as bombas de combustíveis, pois até às vezes os bancos comerciais negam-nas pelo seu estado sujo e com indícios de rasgos.
Mas o que pensam os citadinos e como eles vejam a qualidade do dinheiro em circulação?
O empreendedor Celso Braúlio explica que a boa qualidade das notas em circulação deve continuar a contribuir na identificação dos elementos de segurança e isso faz com que haja dificuldades na introdução de notas falsas pelos contrabandistas. Por isso, apela a que todos saibam conservar o dinheiro em sua posse.
Beatriz Tumba, educadora social, diz ser comum deslocar-se a uma determinada província pelo interior e deparar-se com notas já desgastadas, onde fica difícil definir se é falsa ou verdadeira. Para ela, precisa-se de mais rigor, pois desconfia haver muita nota falsa a circular, como é o caso da nota de 50 kwanzas que está a ser rejeitada.
Pos sua vez Jacob Cruz, funcionário público, entende que a durabilidade das notas revela que as cédulas menores têm em média uma vida útil de 14 meses e as de maior valor 37 meses. Logo, a qualidade ou durabilidade das notas depende muitas vezes do seu próprio manuseamento e o bom estado do dinheiro em circulação contribui para a imagem do país.
Já o jurista Pedro Gabriel considerou pertinente manter-se o trabalho de educação financeira da população, para melhor identificar e introduzir-se no mercado dispositivos e equipamentos que disponibilizam bens e serviços cujo pagamento passa ser feito exclusivamente com moedas metálicas, o que evitaria a falsificação e a perda de qualidade das notas.
José Barros, funcionário público, salientou que a circulação das notas deve ser acompanhada de outras medidas políticas, pois vai desencorajar aqueles vendedores que se recusam a receber antigas notas, dificultando desta forma a actividade comercial.
O gestor comercial, Valeriano Malavo, diz que a qualidade do papel, o elevado nível da circulação de notas inadequadas e a forma menos correcta no manuseamento das cédulasfacilitam dinheiro contrafeito.