O presidente da Abanc, Amílcar da Silva disse que o FGD é um instrumento de segurança que existe em muitos países e que tardava aparecer no nosso país. Para ele o FGD vem dar segurança até aos próprios bancos que trabalharão doravante com mais vontade.
“Portanto, é um instrumento moderno que não fazia bem ao nosso sistema bancário não existir. Hoje os depositantes têm as suas poupanças feitas com muito sacrifício garantidas em caso de uma anomalia que impossibilite o banco de reembolsar”, afirmou.
Segundo documentos, os reembolsos serão aplicados sobre os saldos existentes até três meses após a data em que o BNA confirme a indisponibilidade de uma instituição para restituir os depósitos constituídos pelos clientes.
Na realidade, o fundo surge como garantia para os pequenos depositantes, estabelecendo critérios de exclusão para outras entidades, conforme disposto no decreto presidencial.
Amílcar Silva disse em entrevista anterior a este jornal que a banca nacional é confiável, posição reforçada por altura da medida do regulador BNA em relação à retirada da licença aos bancos Mais e Postal e mais tarde ao BANC. Os três bancos não foram capazes de actualizar os capitais próprios e fundos regulamentares nos prazos fixados pelo banco central (31 de Dezembro de 2018). Tal situação retirou-lhes o direito de continuarem a operar como bancos.
Questionados sobre os mecanismos de salvaguarda dos depósitos dos clientes retidos nestes bancos, tanto o BNA, quanto a ABANC tranquilizaram o mercado sobre as garantias legais existentes no sistema.