A máxima de que come-se primeiro com os olhos parece ser a lógica determinante na definição do que colocar à entrada dos supermercados. Ao que apuramos, na maioria das unidades de retalho de Luanda, naquelas onde fazemos levantamento de preços semanais, parece ser esta a decisão para convidar o “apetite” às compras do cliente. O técnico de marketing, Josué Adão, diz que a opção por regra é dos gestores dos espaços comerciais, mas que estes são resultado da observação do comportamento dos compradores dentro do supermercado. Ou seja, através das câmaras de vigilância também são estudados os comportamentos e os sinais (gestos) do cliente. A estas ferramentas junta-se a avaliação do fluxo de stock, onde o que tem maior saída num dado período deve estar num local mais visível e de rápido acesso. Josué Adão diz mesmo que nas unidades comerciais, caso concreto dos supermercados, há equipas de marketeiros, aos quais a administração dá a liberdade de definir a campanha e arrumação das lojas. “O objectivo final é elevar o lucro das vendas”.