Apesar   de  condicionado ao longo do ano de 2012 por factores externos e internos que influenciaram de alguma forma o normal desenrolar da sua actividade, o Finibanco Angola alcançou no ano em referência um resultado líquido de mil milhões de kwanzas, fruto da dinâmica e empenho que a direcção tem vindo a imprimir.

Assim, os dados apontam que a carteira de clientes - um dos indicadores para avaliar a relação com o banco-, registou em 2012 um acréscimo de cerca de 36 por cento face ao ano anterior, passando de 12 para 16,3, o que representa uma captação de 4.297 novos clientes.

A adesão e utilização dos cartões de débito multicaixa por parte dos clientes continuaram a apresentar evoluções muito significativas, com níveis de crescimento muito favoráveis.

Igualmente, o número de cartões activos aumentou em cerca de 23 por cento face ao ano anterior. As transacções apresentaram quer em número, quer em valor, fortes evoluções, na ordem dos 104 e 77 por cento, respectivamente. Os contratos de “homebanking” continuaram a apresentar as mesmas tendências crescentes de evolução, tendo aumentado em número, cerca de 33 por cento face a 2011.

Crédito e depósitos
O ano de 2012 caracterizou-se por um maior crescimento do crédito face aos depósitos, isto é, o crédito concedido cresceu cerca de 44 por cento, enquanto os depósitos evoluíram em cerca de 21 por cento face a 2011, o que se traduziu num aumento do rácio de transformação em cerca de nove pontos percentuais.

A evolução positiva deste indicador é o sinal claro do esforço feito pelo Finibanco no sentido de contribuir para o desenvolvimento económico e empresarial dos seus clientes e do país.

Por isso, a concessão de crédito continuou a ser uma prioridade do banco, no entanto, não puderam deixar de ter uma criteriosa política de análise e gestão de risco de crédito e de adequação às exigências da legislação do Banco Nacional de Angola (BNA). Ainda assim, o crédito às empresas continuou a assumir grande preponderância, representando em 2012 cerca de 83 por cento do total do crédito concedido.

Da análise que se faz quanto à concessão por finalidade de crédito, constatou-se uma vez mais que o sector empresarial merece o maior destaque, com 68 por cento do crédito concedido para apoio de tesouraria e 23 para o investimento.
Durante o período em análise, a carteira de depósitos teve um crescimento na ordem dos 21 por cento com relação ao exercício de 2011, verificando-se uma relação de equilíbrio entre depósitos à ordem e a prazo.

Carteira de depósito
Tal como no crédito, as operações em moeda nacional continuaram a assumir nos recursos captados a maior fatia, mantendo assim a tendência que já vinha desde 2011. Neste contexto, os depósitos em moeda nacional representaram 66 por cento do total, comparando com os 67 de 2011.