Empresas do sector deixam de fazer apenas a venda de bilhetes e abrem o leque de serviços oferecidos aos clientes

As agências de viagem e turismo que operam em Angola diversificaram a sua actividade nos últimos anos. Assim, além da simples prestação de assistência a passageiros, as empresas deste sector passam agora a investir fortemente num turismo personalizado para a programação de lazer. Há cerca de uma década, estas empresas dedicavam-se maioritariamente à venda de bilhetes de passagem, cuja procura aumentou nos últimos anos, principalmente, para evitar constrangimentos nas lojas de venda das transportadoras aéreas, sobretudo no fim de ano.

Outro motivo que leva a que os clientes procurem as agências, de acordo com a nossa reportagem, é o esquema existente entre intermediários na venda de bilhetes no mercado paralelo, sobretudo nas rotas para África do Sul, Brasil, Addis-Abeba (Etiópia), Kinshasa (RD Congo) e Ponta Negra (Congo), acontecendo o mesmo em certos voos internos, nos quais há quase sempre dificuldade de

obter-se um bilhete em prazos programados.

Desde a conquista da paz efectiva, a 4 de Abril de 2002, e com um considerável aumento de investimentos privados no domínio da hotelaria e turismo, as agências de viagem tiveram um crescimento assinalável devido ao aumento do número de turistas, que, anualmente, visita o país. Contudo, estes operadores contribuíram igualmente para a geração de receitas entre 2004 e 2006 para todo o sector de hotelaria e turismo.Em 2008, as agências de viagens facturaram 202 milhões 599 mil 186 dólares

norte-americanos. Este resultado económico deveu-

-se à venda de bilhetes de transportes, reservas de alojamentos, assistência a turistas, rent-a-car, organizações de viagens, excursões, tratamento de passaportes e outros documentos.

Fruto da sua importância, as agências de viagens que operam no mercado angolano asseguram hoje mais de 50 por cento das vendas dos bilhetes de passagem da transportadora aérea angolana (TAAG), segundo dados da Associação das Agências de Viagens e Operadores de Serviços do país. Dos referidos bilhetes, mormente para o interior do país, as agências têm uma margem de lucro de três por cento, concedidos pela companhia aérea angolana.

Em Angola, funcionam mais de uma dezena de agências de viagens, entre as quais se destacam a Tropicana, a Paccitur, a Atlas, a Chic-Chic, a Rama, a Prismatur e a Charmetours, que oferecem pacotes turísticos para vários destinos, sobretudo no estrangeiro.

Além destas operadoras angolanas, outras actuam neste segmento de mercado com menos impacto caso da Getma Angola, da Agência Internacional de Serviços (AIS), da Internacioanl Travel, Equador, da Globo Tours e da Vise Angola.

Entre as estrangeiras que prestam o mesmo serviço, destacam-se a Pall Agência Lda, a Panalpina e a Hull Blyth Angola (HBA), que assistem particularmente clientes estrangeiros de empresas petrolíferas e outros ligados à construção civil que trabalham no país.

Tais instituições, com contratos de prestação de serviços já definidos com grandes companhias do ramo dos petróleos e da construção, realizam sobretudo operações de voos para América, Ásia, Médio-Oriente e Europa e fazem igualmente serviços internos nas operações de transporte do aeroporto de Luanda para as zonas de exploração petrolífera e outras, e destas para os seus países de origem.

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