O presidente da Associação Industrial de Angola (AIA) sugeriu ontem na discussão do OGE, na especialidade, a redução do Imposto Industrial de 30 para 20 por cento.
José Severino justifica-se pelo facto da sua classe enfrentar constrangimentos diversos, no processo de produção, como deficiente fornecimento de energia eléctrica, falta de estradas em condições e de competitividade, devido à escassez de mão-de-obra qualificada.
A redução do Imposto Industrial, que o empresário pediu, tem a ver também com a necessidade de capitalização das empresas, a fim de permiti-las aceder a financiamentos.
O líder da AIA apresentou este argumento num encontro de trabalho entre deputados da Comissão de Economia e Finanças da Assembleia Nacional com parceiros sociais, no âmbito da apreciação, discussão e votação da proposta do OGE para 2020.
O industrial sugeriu também aos deputados a pensarem na tributação da pesca artesanal e da agricultura com taxas mínimas, por serem actividades de muito risco.
“Na pesca artesanal um dos riscos tem a ver com os casos de falta de peixe, quando os pescadores se lançam ao mar e o risco de vida, ao passo que na agricultura pode-se apontar o problema da seca”, detalhou.
Por exemplo, disse, a pesca artesanal pode ser tributada com uma taxa de pelo menos 5%, a fim de contribuir para o OGE, principalmente neste momento de crise que o país atravessa. Nesta altura, segundo o entrevistado, Angola tem mais de 10 mil embarcações de pesca artesanal.