A preferência dos consumidores é ainda um tema ignorado, em certa medida, por muito dos operadores do sector da distribuição nacional.
Os hipermercados, supermercados, lojas de conveniência, farmácias, enfim todo um conjunto de agentes ligados ao comércio por grosso e de retalho precisam de tempo em tempo atender aos desafios do mercado para travar um crescente “assumir de terreno” dos vendedores informais.
Apesar destes serem úteis, até certo ponto, os vendores informais distorcem a funcionalidade dos mercados e mesmo quando geram emprego são precários e com eleva debilidade. Não contribuem para a geração de renda nacional, pois não pagam impostos e ainda assumem concorrência “desleal” aos formais.
Uma coisa é certa, as pessoas pegam em calculadoras e fazem as contas quando precisam de gastar, sobretudo com a despesa alimentar familiar.
Os cidadãos desta semana mostram ainda uma certa preferência pelas ofertas dos mercados informais e nisso são influenciados pelos preços e a possibilidade de discussão do valor final por pagar, ao que chmamos de preço justo( o que aceita o comprador e não prejudica o vendedor).
A funcionária pública Nazaré da Silva compra as vezes nos hipermercados, mas também não deixa de comprar nos mercados informais. Segundo ela, há até já um número crescente de mercados com melhores condições de salubridade nestes espaços.
“Nos informais, compro mais peixe, que ajuda a emagrecer e no combate das anemias, além de que os preços nos supermercados de uma caixa, geralmente, são muito altos. Já as frutas e carnes, compro-as mais nos supermercados por mostrarem melhor asseio”, disse.
Isabel Correia Manuel, estudante, consome mais frango, peixe e carne que ela acha preferencial na sua dieta e frutas e não pode faltar pão. Ela compra preferencialmente, até mesmo prm razões de custo e distância, nos mercados informais.
A vigilante Guilhermina Caetano também opta pelos informais, porquanto baixam o preço ao gosto do cliente e vezes sem conta ainda, no caso das cantinas, dão o produto por fiado.
“Compro de quase tudo, pois as coisas estão cada vez mais caras e para poder fazer algumas economias, o frango, o peixe, o feijão, o arroz, o óleo compro-os já nos armazéns. O tomate e as frutas nos mercados.
Por sua vez, Rosa Vicente, funcionária pública, compra por preferência carnes brancas e também frutas nos supermercados.
No entender da engenheira informática Virgínia Miranda, a preferência é comprar produtos por grosso, casos do frango, da carne e o peixe que segundo diz, neste momento está mais caro e difícil.
“Faço sempre um plano ou melhor vejo o supermercado que tem os produtos mais baratos para poder comprar”, conta.
A estudante Liliana Patrícia, que na dieta tem o arroz e o frango por preferência habitual, entende que comprar nos supermercados só mesmo quando necessário, embora nas frutas como a banana, maracujá, ananás e maçã sãos os que mais baixom as vendem.

Nazaré da Silva Funcionária Pública-prefiro comprar mais peixe do que carne, pois ajuda a emagrecer, combate a anemia e é um dos alimentos naturais muito rico em vitamina

Isabel Correia Manuel Estudante-consumo mais frango, peixe e carne, pois acho-os nutritivos e de bom paladar. também dou preferência às frutas na dieta e claro que não pode faltar o pão

Guilhermina Caetano Vigilante-as coisas estão cada vez mais caras e para poder fazer algumas economias, compro frango, peixe, feijão, arroz, óleo e tomate. já nas frutas, prefiro a maçã verde e a banana

Rosa Vicente Funcionária Pública-compro habitualmente as carnes brancas e também algumas frutas como banana, ananás e tangerina, sem esquecer o arroz que é muito consumido

Virgínia  Miranda Engenheira Informática-faço um plano sobre o supermercado que tem os produtos mais baratos. o resto em falta como as frutas, os sumos e a água obedecem a mesma estratégia de compras

Liliana Patrícia Estudante-compro nos mercados informais com regularidAde, mas há também alguns produtos que estão em melhor oferta nos supermercados e daí a preferência por eles

INE mede evolução do mercado com Índice de Preços no Produtor

A taxa de variação média Homóloga do Índicede Preços no Produtor (IPP) durante o ano de  2018 fixou-se em 20,0 por cento.
Neste período, os preços os bens e serviços produzidos pelas Indústrias Extractivas registaram uma taxa de variação homóloga de 22,0 por cento, influenciada pelos produtos da actividade “Resto das Indústrias Extractivas” com 59,1 por cento, seguido de “Extracção de diamantes” e “Extracção de petróleo” com 49,8 e 21,6 por cento, respectivamente.
O IPP da secção “Captação, tratamento e distribuição de água” teve uma variação de 20 por cento durante o ano de 2018 em relação ao período homólogo.
A secção “Indústrias transformadoras” observou um aumento  de preços dos bens e serviços  produzidos em 4,5 por cento durante o ano de 2018 em relação ao ano 2017, influenciado pela variação dos produtos das Industrias alimentares em 2,5 por cento.
Os produtos produzidos pela secção “Produção e distribuição de electricidade” não registaram variação de preços durante o período em análise.
Durante o período em análise a secção “Indústrias extractivas” foi a que mais contribuiu para o IPP com 19,9 por cento, seguida das “Indústrias transformadoras” com 0,3 e “Captação, tratamento e distribuição de água” com 0,2.
A publicação é o resultado definitivo do inquérito de preços, para o cálculo do Índice de Preços no Produtor “IPP”, realizado pelo INE, com regularidade trimestral aos 401 estabelecimentos seleccionados, a nível nacional, com destaque para as províncias de Luanda, Bengo, Cabinda, Benguela, Huíla, Cuanza Sul, Lunda Norte, Malanje, Uíge, Zaire, Huambo, Namibe e Bié. A província de Luanda é a que mais estabelecimentos tem na amostra com 205, representando cerca de 51 por cento do total da amostra.
Dos 401 estabelecimentos inquiridos, durante o período em análise, responderam 375, o que corresponde a uma taxa de resposta de 94 por cento.
O INE lembra ser objectivo do inquérito conhecer a evolução dos preços de bens e serviços “na porta de fábrica” produzidos e comercializados no mercado interno e externo, sem impostos e fretes mas adicionado dos subsídios beneficiados na produção, e também produzir informação estatística de base para as contas nacionais e outros utilizadores.