O preço do Brent disparou, no mercado internacional, para valores perto dos 70 dólares após um ataque por drones das infra-estruturas petrolíferas na Arábia Saudita, o que afectou cerca de 5 por cento da capacidade de produção mundial.
Depois da reacção inicial, os preços de negociação do Brent estiveram a rondar em torno dos 64-65 dólares.
Por outro lado, na semana passada a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) reviu em baixa as estimativas de consumo de petróleo de 2019 e 2020. Numa perspectiva mais optimista, a Agência Internacional da Energia (AIE) manteve as suas estimativas também para a procura de petróleo para 2019 e 2020, devido a sinais de aceleração do consumo.
Na sua reacção aos efeitos imprevistos nos mercados do ataque às reservas sauditas, a Agência Internacional de Energia (AIE) disse que os países membros têm cerca de 1.550 milhões de barris de emergência de reservas controladas por governos, o que equivale a 15 dias de procura mundial de petróleo.
Segundo a agência, estas reservas podem ser utilizadas de forma colectiva numa situação de emergência e seriam “mais do que suficientes para compensar qualquer alteração significativa no fornecimento” durante um período prolongado.
A AIE afirmou que existem, ainda, os depósitos suplementares obrigatórios que os países-membros têm de manter e incluem cerca de 650 milhões de barris que podem ser colocados no mercado “imediatamente” se os governos reduzirem os requisitos de armazenamento.
Há ainda, 2.900 milhões de barris de emergência para uso industrial, suficientes para cobrir a procura mundial durante um mês.
As autoridades da AIE mantêm um contacto permanente com as autoridades sauditas após o ataque de sábado e aplaudiram a decisão do governo de Riade activar a produção suspensa após o ataque.
“Os recentes acontecimentos mostram que a segurança do petróleo não pode ser dada como garantida, incluindo quando os mercados contam com bom abastecimento e que a energia é um pilar indispensável da economia global”, afirmou Fatih Birol, director da agência.
O ataque de sábado (14) ao maior campo petrolífero do mundo, na Arábia Saudita, reivindicado pelos rebeldes Huthis do Iémen, atingiu a produção de 5,7 milhões de barris de petróleo por dia no país, o equivalente a 5 por cento da produção diária mundial.