Os desafios da construçao de um Estado Democrático de Direito em Angola debatidos no programa “Debate Livre” da TV Zimbo, que vai ao ar todas às terças-feiras, conduzido por Amilcar Xavier e o balanço de um Ano de Governação do Presidente da República, João Lourenço, em especial informação da Televisão Pública de Angola (TPA), moderado por Francisco Mendes, centralizaram as analises da conjuntura política e económica do país esta semana.
De um lado do programa reuniu os juristas Lindo Bernardo Tito, João Pinto, Esteves Hilário e David Mendes (TV Zimbo) e na TPA do outro lado, Luís Paulo Monteiro, Bastionário da Ordem dos Advogados, Ntony-A-Nzinga, Reverendo, José Octávio Serra Van-Dúnem, docente universário e Carlos Cunha, empresário.
Para Esteves Hilário, João Lourenço governou o primeiro ano do seu mandato num contexto de muitas incertezas, com o serviço da dívida bastante comprometido, mas na sua visão, o actual Presidente tem mérito por ter devolvido a esperança de dias melhores aos angolanos. “A conjuntura económica dos últimos anos não foi das melhores. Daí que, o crescimento na produção, por ser mais sólido, deve ser a maior aposta do chefe do Executivo. No geral há sinais muito positivos”, referiu.
Por sua vez, Lindo Bernardo Tito acha que não se deve ver só no Presidente um exonerador, é preciso estender para um quadro de mérito. Para ele, continua haver problemas que têm a ver com a dignidade humana, que precisa ser melhorada nos proximos anos. “A nossa política cambial caiu drasticamente, com o BNA a concentrar a venda de divisas. Temos que dar essa função às casas de câmbios. Os bancos devem preocupar-se com a venda de divisas para os grandes importadores”, disse.
Na sua visão, para os próximos tempos, afirma, é preciso assegurar o bem-estar das pessoas, “temos que trabalhar para que as instituições se foquem na resolução dos problemas das pessoas”, reforça.
Já David Mendes acha que ainda não se sente grandes mudanças na vida dos cidadãos. “Ele conseguiu acentar a sua autoridade política em vários pilares, nomeadamente, na corrupção e na impunidade. “Queremos ver coisas concretas na educação, na saúde e noutros sectores”, salienta.
No debate da TPA, Carlos Cunha afirma que há claramente um novo ciclo, quer nas questões diplomaticas e económicas, com alguns avanços significativos na produção legislativa. “O país está mais aberto, mais inclusivo e há uma grande esperança. Agora, temos que melhorar e optimizar o serviço da dívida actual e que o FMI vem nos ajudar a ser mais disciplinados com as contas públicas”, reforça.

10 frases económicas que marcam mandato de João Lourenço

“Defendemos que se deve adoptar uma descentralização do sistema financeiro mundial, que deverá basear-se tanto na promoção dos sistemas de integração comercial e económica regionais, como no fortalecimento das instituições financeiras regionais em termos que permita um desenvolvimento económico mais sustentado ”

2“ O país não pode continuar a esperar por dias melhores sem se empenhar seriamente nas acções que nos conduzam ao alcance desse resultado ” 

3 “A grande batalha que temos agora pela frente é a do desenvolvimento da nossa economia, melhorar a distribuição da renda nacional, cujo desafio será árduo ”

4 “O Executivo prepara um pacote de empresas públicas a privatizar no todo ou parte, incluindo algumas do sector petrolífero, da banca, seguros, indústrias e fazendas ”

5 “Temos para breve a abertura do concurso público para a construção do Porto e sua base logística da Barra do Dande onde estaremos abertos ao investimento externo ”

6 “O novo Aeroporto está em fase de conclusão, uma vez lançado o concurso público, gostaríamos que os empresários americanos se interessassem na gestão ”

7 “O combate à corrupção e a impunidade, julgamos estar a melhorar o ambiente de negócios e a criar as condições para apoiar o empresariado nacional e estrangeiro ”

8 “A bipolarização do planeta em dois sistemas políticos, económicos antagónicos, não contribuiu para a fácil aplicação dos princípios a favor da paz e da segurança mundial ”

9 “A nova legislação sobre o investimento estrangeiro, sobre a concorrência e o combate aos monopólios, reduz drasticamente os entraves ao investimento ”

10 “A indústria do turismo tem um enorme potencial em Angola, não só ao longo da nossa vasta costa marítima com a implantação de hotéis e resorts, e colocando o país na rota dos cruzeiros internacionais, como também o turismo rural junto das nossas belezas naturais, ou ainda o turismo nas reservas naturais e ambientais ”