Angola tem uma participação de 1,65 por cento do capital social de 100 biliões de dólares norte-americanos do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), avançou o responsável pelas estratégias desta instituição bancária, Joel Daniel Mizima.
Para 2019, o banco prevê efectuar um reforço capital, por parte dos membros, de acordo com o Joel Daniel Muzima, que representou o BAD no seminário sobre os instrumentos de financiamento das instituições internacionais, promovido pelo Ministério das Finanças, na última semana.
O BAD, segundo Joel Daniel Mizima começou com valor de 256 milhões de dólares, em 1964 e, actualmente, conta 100 biliões de dólares, dos países membros africanos e regionais.
Angola beneficia desta instituição financeira um empréstimo de um valor global de 769 milhões e 538 mil dólares norte-americanos, disponibilizados para o sector financeiro (USD 425 milhões), agricultura e pesca (USD 101 milhões e 740 mil), água e saneamento (USD 123 milhões e 770 mil), sector social incluindo ciência e tecnologia (USD 90 milhões), apoio multisectorial (USD 24 milhões e 852 mil ) e transportes (quatro milhões e 176 mil).
O BAD, na sua estratégia “Acelerando a Transformação de África, quer alcançar o acesso universal a energia em África até 2025, uma vez que mais de 635 milhões de ainda não tem acesso à electricidade.
Adoptar uma abordagem de agro-negócio para melhorar as condições de vida de milhares de Africanos (cerca de 70% da população) que depende da agricultura, promover a industrialização e o desenvolvimento de competências profissionais para criação de emprego, são entre outras estratégias inseridas nas cinco prioridades “High 5s” do presidente do BAD, Akinwumi Ayodeii Adesina.
Um dos factores que retarda a industrialização, de acordo com o BAD, é a falta de infra-estruturas, nomeadamente: Energia, Água, Transportes e Telecomunicações que permitam as indústrias ganhar vantagens comparativas.
Novas estimativas do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) sugerem que o continente Africano necessita de USD 130-USD 170 biliões para financiamento de infra-estruturas por ano, sendo que o défice de financiamento está estimado entre USD 68 biliões e USD 108 biliões.
Estes valores superam as anteriores estimativas da Agência Francesa para o Desenvolvimento (AFD) e do Banco Mundial (BM), que indicavam para necessidades de financiamento anual de USD 93 biliões e com um défice de USD 31 biliões.