O s casos de atribuição de mesadas, embora na maioria das vezes associados a decisões judiciais, para prestação alimentar ou outra, são crescentes, nos últimos anos, entre os pais angolanos. Num recente inquérito, apurou-se que a desconfiança dos pais ou tutores em entregar à guarda dos menores, dinheiro, tem a ver com o facto de os filhos não apresentarem cultura de gestão do que lhes é dado no mês. Essa razão também já terá
motivado o BNA e parceiros a propor ao Ministério da Educação a introdução da cadeira de “Educação financeira” nos curricula dos diferentes níveis de ensino.

Solução bancária
Entre 2011 e 2014 a percentagem de adultos que detêm uma conta bancária evoluiu positivamente de 51 para 62 por cento. Esta evolução resulta do facto de no decorrer deste período mais de 700 milhões de adultos passaram a ter uma conta bancária. Apesar desta evolução, permanecem ainda dois mil milhões de adultos sem qualquer tipo de relação directa com o sistema financeiro, segundo estudo internacional retomado pela Deloitte no seu Banca em Análise 2015. Adicionalmente, continuam a verificar-se profundas discrepâncias entre diferentes zonas geográficas. Enquanto nos países da OCDE os níveis de inclusão financeira rondam os 94 por cento, nos países em desenvolvimento este número desce para
54 e mesmo analisando apenas as regiões deste universo observam-se disparidades significativas nas taxas de penetração, como por exemplo a região da Ásia Oriental e Pacífico com 69 e o Médio Oriente com apenas 14 por cento.
Dados mais recentes do BNA estimam que a taxa de bancarização da população angolana alcançou, em 2015, a marca de 52 por cento, correspondente a 7,8 milhões de contas bancárias abertas, num universo de 14,8 milhões de pessoas adultas acima dos 15 anos.