O banco BIC Agro aguarda por mais projectos de empreendedores do sector Agro-pecuário para merecerem os devidos estudos de viabilidade e serem apoiados financeiramente para sua materialização em vários pontos do país. O presidente do Conselho Executivo, Hugo Teles, garantiu que o BIC Agro existe especificamente para um novo impulso ao sector produtivo do país de modo a alavancar o cultivo de cereais e leguminosas, assim como a criação de gado bovino, caprino e suíno de alta qualidade. Hugo Teles fez saber que a agência bancária reconhece a importância do sector agro-pecuário para um país empenhado na conquista da auto-suficiência, estando por isso, a levar a cabo projectos que visam o aumento da produção de carne e não só, nas zonas agrárias do Negage, Cunene, Camabatela e Huíla. Enfatizou que os resultados alcançados até ao momento são satisfatórios, face às evidências actuais da reprodução e engorda de bovinos, havendo já animais a atingirem mais de mil quilos. “Estas performances perspectivam dias melhores na produção de carne, a ponto de sermos auto-suficientes a médio prazo”. Aproveitou a ocasião para apelar aos jovens empreendedores e não só a serem parceiros do banco, de modo a serem reais os projectos pecuários, para aumentar cada vez mais a capacidade produtiva nacional. “Ninguém deve ter receio de apostar na agro-pecuária por haver um mercado promissor”. O presidente do Conselho Executivo do Banco Bic descreveu a Feira Agro-pecuária da Huíla, realizada em Agosto, em honra às festas de Nossa Senhora do Monte, como um evento que aproxima os criadores nacionais e internacionais, assim como permite a troca de experiências e incentiva outros homens de negócio a aderir ao sector. Enalteceu as actividades complementares do certame, com realce na classificação dos machos reprodutores, palestra sobre vários temas, onde se destaca o maneio e reprodução, seca no Sul do país, principais doenças do gado ruminante, hipoterapia e gestão agro-pecuária.

Benefícios do PAC
O Programa de Apoio ao Crédito (PAC) oferece como benefícios aos empresários uma taxa de 7,5 por cento (comissões bancárias incluídas) um valor equivalente até ao montante de 2,0 por cento do Activo Líquido do balanço do ano anterior da empresa requerente; O prazo do financiamento pode chegar a 8 anos e a carência até 3 anos; Manutenção da Garantia Pública a ser emitida pelo FGC, que pode chegar até 75 por cento do valor financiado, mantendo-se a comissão de 2,0 ao ano a favor do FGC, debitada mensalmente. Adicionalmente, caso o empresário o pretenda, pode solicitar ao Governo, apoio através da participação de um Fundo de Capital de Risco, o FIDE, onde é possível ter o Fundo como sócio durante determinado prazo e assim financiar 10 a 30 por cento do capital a investir. Durante o prazo de maturidade do financiamento bancário, o BDA vai financiar o pagamento dos juros em até 75 por cento, o que vai obviamente facilitar o esforço financeiro dos projectos.