Para as donas de casa gerir as despesas, sobretudo as de alimentação e propinas escolares dos filhos, nestes últimos dias está muito menos complicado.
No entender de dona Júlia Buta, moradora do bairro Calemba II, Distrito Urbano do Kilamba Kiaxi, município de Belas, em Luanda, a descida dos preços dos bens alimentares dá-lhe alívio, pois o salário ganha mais poder de compra e, hoje, contrariamente ao que viveu há alguns meses, está a responder melhor aos seus compromissos com a alimentação dos filhos. O que falta para ela é baixar as propinas ou fazer-se chegar as escolas do Estado no seu bairro, pois as da proximidade não suportam tanta procura e como resultado alguns têm mesmo de ir parar ao privado. “Embora nem sempre consigo comprar eu mesma nos armazéns devido ao horário de entrada no serviço, mesmo quando compro no mercado, sinto que os preços baixaram muito”, disse.
Dona Júlia Buta lembrou com um sorriso no rosto, que o arroz, que há dois meses comprara a 12 mil kwanzas, hoje já compra a seis ou oito mil no máximo, dependendo do local e da marca. O óleo alimentar, de igual modo, assim como o trigo são produtos que servem para ilustrar a descida dos preços nos mercados. “Assim até fica muito mais fácil gerir o que tenho que gastar com a cozinha, para também ter um pouco para atender outras preocupações”, afirma.
Conforme admite, o mais importante é que os preços estão a baixar e devem mesmo baixar mais, pois “os salários não sobem e nem podemos exigir muito dos patrões, sob pena de ficarmos desempregadas”. Ainda assim, a mensagem é de o Governo segurar os preços por causa das festas que estão aí a vir. IL