O Banco Millennium Atlântico (BMA) concedeu, em mais de uma década de banca, à economia nacional um volume de crédito fixado em 499 mil milhões de kwanzas (1,5 mil milhões de dólares), segundo o seu mais recente relatório e contas apresentado esta semana.
A administração da instituição financeira explicou que na sua carteira de créditos 78 por cento do valor concedido foi-no na moeda nacional, o kwanza, enquanto 17 por cento foram em moeda dólar e outros cinco indexados ao dólar.
De acordo com o balanço do banco, há em recursos de clientes um valor de 1,04 bilhões de kwanzas, dos quais 64 por cento são depósitos a prazo e 36 por cento em depósitos em ordem.
Apesar do contexto macroeconómico adverso, destaca-se o forte crescimento do volume de negócios em resultado do incremento da base de clientes e das propostas de valor. Em 2018, a captação de depósitos cresceu 30 por cento, situando-se em 1.043 mil milhões de kwanzas e o crédito a clientes cresceu 14 por cento, totalizando 499 mil milhões de kwanzas e confirmando o Atlântico como o maior banco privado no apoio às empresas e às famílias. Por seu turno, a sua base de clientes ultrapassou a barreira de 1,3 milhões, representando um crescimento de 20 por cento, face a período homólogo.
Sobre o resultado líquido, este subiu, em 2018, mais 3 mil milhões de kwanzas, fixando-se nos 27 mil milhões, contra os 24 mil milhões de 2017 e mais 8 mil milhões se comparados aos 19 mil milhões de kwanzas de 2016.
A carteira de clientes do banco também cresceu ao passar de 1,11 milhão de 2017 para 1,33 milhão de clientes controlados até 31 de Dezembro de 2018. No balanço de 2016, o BMA indicou ter controlado ao todo 982 mil clientes.
O crescimento do volume de negócios e da base de clientes, aliados a uma gestão mais eficiente dos recursos disponíveis, permitiu a melhoria sustentada dos resultados recorrentes do exercício, que atingiram os 27 mil milhões de kwanzas, o que representa um crescimento de 14 por cento.
Na apresentação dos seus resultados, a administração do banco advogou também que, “o bom desempenho registado é traduzido, de igual modo, pelo reforço da solidez e robustez do seu balanço, através do reforço significativo das imparidades de crédito, que permitiram o aumento do rácio de cobertura do crédito vencido para 164 por cento, e da evolução positiva do rácio de solvabilidade, que se fixou nos 15,9, acima das exigências regulamentares de 10 definidas pelo Banco Nacional de Angola”.

Parceiro de investimento

Em linha com o seu claro posicionamento enquanto parceiro de investimento na economia angolana, o ano de 2018 ficou ainda marcado pelo acordo para a gestão das linhas de crédito do IFC, instituição do Banco Mundial, nomeadamente uma linha de 50 milhões de dólares para financiamento a PME, e outra linha de 50 milhões de dólares para trade finance, bem como o acordo com o COMMERZBANK, um banco de primeira linha alemã, para a gestão de uma linha de 30 milhões de euros para financiar projectos de investimento.

Área social muito activa

Os gestores do Banco Millennium Atlântico pretendem fortalecer cada vez mais o seu desempenho social junto das comunidades. No relato que também perspectivou as acções futuras está desenhado um investimento de mais de 06 mil milhões de kwanzas , até 2021, para os vários desafios que o banco pretende assumir.
Foi nessa base, de acordo com o administrador Éder Sousa, que o Atlântico “acredita que o seu desempenho só faz sentido se for partilhado com as Comunidades. Por isso, em 2018 reforçou o seu compromisso para com as Comunidades, com a definição de uma Estratégia de Transformação Social a ser implementada pela Fundação Atlântico, através de projectos criteriosamente seleccionados em 3 áreas de actuação: Conhecimento, ajudando a que os jovens tenham critério na vida; Empreendedorismo, com vista a potenciar a criação de empregos.