A administração do Fundo Soberano de Angola (FSDEA), liderada desde Janeiro por Carlos Alberto Lopes, após a exoneração de José Filomeno dos Santos, vai avançar com uma auditoria às contas de 2017.
A informação consta de um despacho assinado pelo chefe de Estado angolano, João Lourenço, em que é autorizada a administração do FSDEA a avançar com o “concurso limitado por convite” para “auditoria às demonstrações financeiras” da instituição, relativas ao exercício económico de 2017.
O despacho justifica que “as demonstrações financeiras do Fundo Soberano de Angola estão sujeitas à auditoria externa de uma entidade independente, com vista à materialização do desiderato estipulado no Regulamento e na Política de Investimentos do Fundo Soberano de Angola”.
O FSDEA foi constituído com recursos provenientes da venda do petróleo, no valor de 5.000 milhões de dólares , mas a gestão deste capital tem sido colocada em causa.
A nova administração do Fundo Soberano de Angola (FSDEA) está a tomar medidas no sentido de prevenir que os activos alegadamente desviados sejam transaccionados, anunciou esta terça-feira à Angop fonte próxima do dossier.
A fonte detalhou que o fundo apelou judicialmente a um tribunal no Reino Unido para garantir a preservação desses mesmos activos e impedir a sua utilização.
A segunda diligência tem a ver com uma ordem NPO (Norwich Pharmacal Order), no sentido de o FSDEA obter a autorização por via judicial para que as instituições bancárias partilhem informações referentes aos recursos depositados nas contas bancárias em seu nome ou de entidades por si detidas ou participadas.
A terceira acção diz respeito a uma solicitação de congelamento das contas dos responsáveis e entidades gestoras dos recursos do FSDEA para prevenir eventuais dissipações ou esbanjamentos.