Um dos principais desafios do sector financeiro angolano continua a ser o crédito mal parado. A conclusão vem no mais recente estudo sobre o sector bancário apresentado, em Luanda, pela consultora KPMG.
De acordo com o estudo, o volume do crédito vencido aumentou em aproximadamente 8,8 por cento. No entanto, o rácio do crédito vencido sobre o crédito total manteve um valor semelhante ao verificado em 2014 ou seja cerca de 11 por cento.
Em termos de rentabilidade, os resultados líquidos agregados aumentaram 19,8 por cento. Esta variação foi potenciada pela evolução cambial registada em 2015, por crescentes volumes de proveitos relativos ao crédito concedido e progressivos níveis de eficiência operacional.
Já a evolução do desempenho conjunto, com o reforço da bancarização e os esforços das instituições em aproximarem-se das normas bancárias internacionais, antevêm uma evolução positiva cuja concretização dependerá da evolução macroeconómicas nos próximos anos.
ceu para 69 por cento em 2015.
A mesma evolução foi verificada ao nível do crédito concedido.
Para manter a eficácia do sector, em 2015, o BNA emitiu um conjunto de directivas, avisos e instrutivos referentes à política monetária e cambial, à actividade bancária e ao combate ao branqueamento de capitais.
Bancarização Quanto à bancarização da população, o relatório revelou que continua a ser um dos desafios das instituições africanas. A julgar
pelos últimos indicadores do censo de 2014, a população bancarizada evoluiu de 23 por cento em 2012 para 47 em 2014.
A rede multicaixa, que figura na lista dos meios de pagamento e canais de distribuição, registou um incremento a nível das transacções de 20 por cento, com as operações a ascenderem a 1.587.040 kwanzas.
O estudo da KPMG indica ainda que a eventual introdução do Iva no ordenamento tributário vai suscitar saber por que razão os serviços financeiros tendem uma excepção e do impacto do mesmo neste sector em particular.