Esta é a semana do frenesim. Tudo corre. A subir e a descer, todos estão mais expostos as notícias de Natal. Nesta tradição, que em Angola reúne a família pela meia noite, na ceia ou consoada, o bacalhau é dos que ninguém quer ter em falta à sua mesa.
A rede de lojas Maxi está com promoções e o bacalhau é quem se assume como “cabeça de cartaz”.
Mas o Natal não é só bacalhau. Em Angola, devido mesmo aos altos preços que chegam a ser cobrados por simples quilograma do peixe, as famílias já criaram as alternativas.
Qualquer que seja o peixe seco, embora por semelhança prefira-se o macaiabo, a Ceia de Natal vale pelo marco e
seu valor de unidade familiar.
Cada vez mais e num quadro de um novo normal, as famílias são desafiadas a valorizar o elemento partilha. Quiça se os apelos fossem todos nesse sentido de os vizinhos, que seja, reunirem-se à volta da mesa lá no bairro e todos comerem como simbolo da paz e da construção de uma nova identidade familiar, que em muito se precisa.