A balança de pagamentos registou em 2017 um saldo global deficitário na ordem de 4.902,7 milhões de dólares, contra um superávite de 403,7 milhões registados em 2016, fruto do fraco desempenho quer da conta corrente, sobretudo, da conta de capital e financeira.
Segundo o relatório do Banco Nacional de Angola, em 2017, a conta corrente registou uma melhoria significativa comparativamente ao ano de 2016, tendo reduzido o seu déficite em 79,5%, visto que as exportações de bens e serviços aumentaram numa magnitude superior do que as importações de bens e serviços, não obstante o agravamento dos défices dos rendimentos primários e secundários.
Apesar da melhoria da conta de bens em 38,5% em 2017, a conta corrente registou um saldo deficitário na ordem de 632,9 milhões de dólares, contra 3.085,2 milhões em 2016, em virtude do crescimento dos saldos negativos da conta de serviços, de rendimentos primários e secundários em 7,6%, 42,3% e 3,2%, respectivamente. Assim, o rácio da conta corrente sobre o Produto Interno Bruto (PIB) passou de 3,1% para 0,5%.
No que toca ao comércio internacional de mercadorias entre Angola, e o resto do mundo, O BNA sustenta que em 2017 esta componente mostrou-se favorável para o país, devido ao aumento das receitas de exportações em magnitude superior ao aumento das despesas de importação.
E em virtude do comportamento das exportações e das importações, o saldo da conta de bens registou em 2017 um excedente de 20.150,2 milhões de dólares contra 14.548,4 milhões em 2016, representando
um crescimento de 38,5%
Quanto as exportações, o relatório assegura que, o petróleo bruto continua a dominar a estrutura das exportações do país. Por essa razão, o aumento das exportações deveu-se ao elevado do preço médio do petróleo bruto no período, apesar da redução do volume das exportações. Assim, o preço médio das ramas angolanas passou de 41,8 dólares por barril em 2016 para 54 em 2017, ao passo que o volume anual de exportações de petróleo passou de 611,2 milhões de barris para 575,5 milhões de barris.
As receitas de exportação de petróleo bruto cifraram-se em 31.064,9 milhões de dólares em 2017 contra 25.577,4 milhões do ano anterior. O documento realça ainda o aumento das receitas resultantes da exportação de gás, em particular o LNG, em 286,6% (1.312,7 milhões) e o aumento da exportação de diamantes e refinados de petróleo foi de apenas 15,3% (ao passar de 980 milhões de dólares para 1.130,1 milhões) e 44,2% (ao passar de 331 de dólares milhões para 477,2 milhões).
A oferta externa de bens com vista a satisfação das necessidades internas de consumo e investimento atingiu no ano passado 14.463,2 milhões de dólares, um acréscimo de 10,9%.