A banca regista, actualmente, uma melhor capacidade de absorção das perdas, revelando um forte grau de resiliência face a potenciais choques na liquidez, taxa de câmbio e ao risco de crédito segundo fez saber em comunicado o Conselho Nacional de Estabilidade Financeira (CNEF).

O órgão entende que a tendência de crescimento é contínua, e advém dos resultados das operações cambiais e dos proveitos dos títulos e valores mobiliários.
No que concerne ao crédito, o sector privado continua a absorver o maior volume sobretudo nos sectores do comércio a grosso e a retalho, construção, mobiliário e outras actividades e serviços. O crédito vencido cifra-se em 28,2 por cento e concentra-se nos sectores que mais beneficiam, supracitados.
Em suma, verifica-se uma evolução positiva do índice de estabilidade financeira, para a qual contribuirá a subsequente criação de um grupo de trabalho com a finalidade de introduzir no sistema financeiro as normas de contabilidade internacionais. O Programa de Privatizações em Bolsa está alinhado com o Programa de Desenvolvimento Nacional 2018-2022 e enquadra-se no âmbito da Reforma das Finanças Públicas, tendo em vista a promoção da estabilidade macroeconómica.
No âmbito do Propriv, a CMC participou na concepção dos princípios e das linhas mestras orientadoras, na estruturação do programa e na preparação da revisão da lei das privatizações e irá apoiar o processo de implementação das privatizações em bolsa por via do registo das ofertas públicas. Adicionalmente desempenha um papel de promotor e dinamizador do mercado accionista, em particular, junto dos principais stakeholders. Ainda, a CMC procedeu à emissão de diplomas que regulam as ofertas públicas e a actividade dos emitentes.
Por outro lado, salienta-se a necessidade de criação de condições operacionais e regulatórias que possibilitem aos investidores e potenciais emitentes uma intervenção transparente.
O Projecto de Desenvolvimento do Sistema Financeiro 2018-2022, doravante designado de “PDSF”, integrante do Programa de Melhoria do Ambiente de Negócios e Concorrência, inserido na Política Ambiente de Negócios, Competitividade e Produtividade do Plano de Desenvolvimento Nacional 2018-2022, foi igualmente submetido a análise pelos membros permanentes e conselheiros, no que concerne aos próximos passos a concretizar em prol de um sistema financeiro mais salutar. De ressaltar que o PDSF consiste num específico documento estratégico estruturante que deve constituir a base para as reformas a curto e médio prazo no sistema financeiro.
Sobre a inclusão financeira surge como um complemento às medidas de protecção do consumidor e de regulação financeira, contribuindo directamente para um maior valor acrescentado dos instrumentos de regulação da transparência e dos deveres de informação das instituições de crédito, o Secretariado Executivo do Conselho Nacional propôs em agenda a apreciação do Plano Nacional de Inclusão Financeira, destacando os próximos passos para a sua prossecução e continuidade.