A oferta de divisas ao mercado cambial por parte do Banco Nacional de Angola (BNA), nos três primeiros meses de 2019, movimentou um valor de 2.125 mil milhões de dólares e mais 15 milhões de euros.
De acordo com dados compilados pelo JE, o mês de Fevereiro com 1.046 milhões de dólares foi o que mais recebeu divisas, seguindo-se-lhe o mês de Janeiro com 942 milhões. O Março surge com 704 milhões de dólares.
Em cada um dos respectivos meses, diferentes bancos participaram, sendo que em Janeiro o mínimo de presença por sessão foi de seis, para um máximo de 18. Já em Fevereiro, o mínimo de operadores presentes numa sessão foi de 10 e o máximo de 19. Em Março, estiveram presentes nos leilões um mínimo de 10 bancos e máximo de 21. A média mínima no trimestre foi de 9 e a máxima de 19 operadores bancários participantes nas diferentes sessões de leilões.
Quanto à taxa média ponderada de venda do dólar foi de 310 kwanzas, tendo a mesma atingido uma taxa máxima de 314 kwanzas em todas as sessões no mês de Janeiro, kz 316 no mês de Fevereiro e 319 kwanzas no mês de Março.
Em apenas duas ocasiões os bancos não absorveram a totalidade das divisas disponibilizadas pelo Banco Central, isto na semana de 11 a 15 de Fevereiro. Naquelas sessões estiveram 10 e 15 bancos.
Numa clara demonstração de normalidade na política cambial, vale também aqui ressaltar que, depois de anos consecutivos só a vender euros, este ano, apenas no mês de Janeiro o BNA vendeu dólares e euros, sendo 606 milhões de dólares e 15 milhões de euros.
Fontes do BNA consultadas avançaram que uma das maiores dificuldades dos bancos comerciais tem sido a falta de liquidez, situação que contrapõe-se à disposição do Banco Central em vender divisas aos operadores bancários.
De acordo com economistas, o que ocorria até muito recentemente, num negócio puro de prejuízos ao Estado e benefício de certos grupos, era os bancos levantarem os montantes de divisas, venderem-nas e só depois liquidarem junto do BNA. A situação foi alterada e o levantamento de divisas passou a estar condicionado ao prévio pagamento ou de contrário, na data de liquidação imposta, em caso de o banco não saldar a dívida, fica aquele impedido de participar em outros leilões sem antes liquidar dos valores de que já beneficiou.
No seu mapa consolidado, o BNA avança ter vendido no mês de Janeiro 606,6 milhões de dólares e mais 15 milhões de euros. No período homólogo (Janeiro de 2018) haviam sido vendidos 837 milhões de euros, enquanto que no mesmo período de 2017, no comparativo dos últimos três anos, o Banco Central vendera 1,9 mil milhões de euros.