Os mercados municipais constam da estratégia de bancarização da população adoptada pelo sector, embora estes estejam mais voltados a organização do comércio informal.
No programa nacional do sector do Comércio consta a reabilitação de vários mercados e a construção de outros tantos, perspectivando-se a disponibilidade efectiva de 164 mercados ou seja um em cada município. Os investimentos avançados, para as referidas empreitadas, rondam os 122 milhões de dólares e a criação de mais de 70 mil postos de trabalho.
Luanda é, contudo, um à parte nesse domínio, pois face ao excessivo informalismo da sua rede comercial, foi adoptado um plano de construção de 102 mercados pela capital, num investimento de mais de 40 milhões de dólares.
Contudo, um dos enormes ganhos nessas iniciativas está no facto de as estruturas edificadas integrarem agências bancárias, cujos balcões procuram captar, por um lado, as taxas cobradas, mas, por outro lado, os dinheiros que resultam da venda de produtos por parte dos comerciantes.
Desse ponto de vista, a banca prossegue com a simplificação de procedimentos e criação de produtos atractivos para esse segmento específico.
O Banco de Poupança e Crédito (BPC), o Banco Sol e o BAI Micro Finanças (BMF) são os líderes dessa iniciativa, que procura maximizar a captação de recursos à margem da banca.
Mercados como os do Mutundo e da Lage na cidade do Lubango, província da Huíla, e os do Asa Branca, Km 30, ex-parque do Rocha Pinto, Panguila, por exemplo, todos em Luanda, são locais onde os vendedores depois da sua venda têm até as 15h30 disponíveis balcões para o depósito das suas vendas do dia. O plano do Comércio é garantir que em todos os mercados municipais exista uma agência bancária.

CONTAS
Clientes aumentam
na banca de retalho

Os dados mais recentes do BNA estimam que a taxa de bancarização da população angolana alcançou, em 2015, a marca de 52 por cento, correspondente a 7,8 milhões de contas bancárias abertas, num universo de 14,8 milhões de pessoas adultas acima dos 15 anos.

MEALHEIRO
Garrafões fazem parte
de um passado

Os bancos são instituições especializadas com o trato da moeda, operações de depósito e levantamento de dinheiro. Na história das finanças de Angola, os bancos são recentes, pois da banca pública pós-colonial de 1976, os primeiros balcões privados datam de 1991 com a separação da acção em dois níveis do BNA, que passa a permitir depósitos e recebimentos junto dos clientes, mas a posterior cede a sua rede com a criação dos bancos públicos BPC e BCI. Até a dada altura, a técnica de guarda de dinheiro em garrafões era comum e como parte do ideal de poupar das pessoas.


ATRAIR
Bancos apresentam
as soluções
O banco BAI Micro Finanças (BMF) dispõe de várias soluções atractivas à poupança. Entre elas a “Conta Poupança” BMF cujo objectivo é a poupança. Ela é remunerada e está disponível apenas aos particulares.

Benefícios
- É especialmente atractiva para clientes que pretendem acumular fundos a longo prazo e ganhar juros.
- Pode ser creditada e debitada através de depósitos e levantamentos em numerário ou através de transferências de uma conta corrente do mesmo titular.
Num banco cujo perfil com micro-finanças é a marca, as soluções apresentam-se como convidativas.