Na ocasião, a vice-governadora, Suzana Camacho Monteiro, que presidiu à abertura do encontro, disse que a formação e o conhecimento são projectos prioritários para o Conselho de Administração e que a actividade em causa, numa promoção da Academia do Banco Central, representava uma mais-valia.
Num primeiro bloco foram abordadas as perspectivas económicas globais a cargo do representante do FMI em Angola, Max Alier, e no outro, o segundo, em que foram abordadas as perspectivas económicas regionais a cargo do economista do FMI, Marco Miguel.
Sobre as “Perspectivas económicas globais”, Max Alier realçou que, em 2016, o crescimento abrandou em cerca de dois terços dos países da região, que representa 83 por cento do PIB regional, estimando-se que não se tenha ultrapassado 1,5 por cento, o pior resultado em mais de duas décadas.
Mesmo a despretensiosa retoma para 2,5 por cento prevista para 2017 será, em grande medida, impulsionada por factores pontuais nos três maiores países subsaharianos.
A recuperação da produção de petróleo na Nigéria, o aumento dos gastos públicos em Angola no período que antecede as eleições e a diminuição dos efeitos da seca na África do Sul”.
Na segunda parte, Marco Miguel, aquando da sua abordagem sobre as “Perspectivas económicas regionais”, ressaltou que estima-se um crescimento de 2,6 por cento para o continente africano e que para que esta previsão seja realidade, é necessário que
os países com maiores economias na região, ultrapassem essa fase negra
no sistema financeiro.