O Banco da China em Angola promoveu um encontro de apresentação de liquidação em renminbi (RMB, a moeda chinesa) a partir de Macau, para servir de ponte de financiamento entre a China e os Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (Palop).
A construção de uma ponte de cooperação financeira entre a China e os Palop visa estimular o papel de Macau como plataforma de prestação de serviços financeiros.
Durante o encontro, o embaixador da China em Angola, Cui Aimin, afirmou que os empresários poderão fazer as transacções comerciais a partir do RMB, por forma a facilitar as trocas comerciais entre as instituições.
O Banco da China está a promover os serviços financeiros da região administrativa de Macau, bem como trabalhar na internacionalização do RMB, que segundo Cui Aimin, vai ajudar a elevar o nível de cooperação e de negócio entre a África e a China.
Referiu ainda que esta ponte vai ajudar as trocas comerciais entre Macau e Angola e possibilitar as diversas empresas chinesas em Angola terem acesso aos melhores serviços financeiros, dando assim um novo impulso de cooperação entre os dois países.
Adiantou que a região de Macau goza de vantagens e estabilidade no mercado financeiro, na medida em que adoptou o regime de comércio livre, sem restrições cambiais e políticas de baixa tributação.

Plataforma de serviços
Neste contexto, uma plataforma da prestação de serviços no âmbito da cooperação comercial entre a China e os países de língua portuguesa poderão resultar em grandes oportunidades de desenvolvimento tanto para Macau como para os países de língua oficial portuguesa.
Adiantou, ainda, que Macau pode desempenhar o papel de ligação com os Palop e deste modo entrarem no mercado da China, fazendo uso do “Sistema de liquidação imediata em tempo real em Renminbi (RMB) de Macau” por forma a facilitar a regularização das transacções comerciais transfronteiriças entre os países de língua oficial portuguesa e a China.
“Actualmente, temos trabalhado na internacionalização do RMB e razão pela qual somos a segunda maior economia do mundo. Pretendemos que mais países usem a moeda para liquidação dos negócios”, disse Cui Aimin.
Acrescentou que as transacções feitas directamente em moeda chinesa “também reduz os actuais custos de alavancagem no caso de contratos futuros, já que um acordo de produtos entre uma empresa chinesa e uma angolana a um preço pré-determinado num tempo específico no futuro não envolverá os custos adicionais de ter de antecipar as flutuações do câmbio.