A Unidade de Informação Financeira do Banco Nacional de Angola, ainda não institucionalizada, vai iniciar as suas funções já no primeiro trimestre de 2011.


A criação deste órgão, que consta das acções prioritárias da governação do Banco Nacional de Angola (BNA), pretende reforçar a análise, prevenir e fazer a detecção de tentativas de utilização do sistema financeiro para actos de branqueamento de capitais e financiamento do terrorismo.

Ao discursar durante a cerimónia de cumprimentos de fim-de-ano, a 28/12, o governador do banco central, José de Lima Massano, garantiu a institucionalização da unidade ainda este ano, tendo assegurado que “a solidez do sistema financeiro ganhará também um novo impulso com a implementação do programa de consolidação da banca angolana, que passará pelo reforço da estrutura de capitais dos bancos e a adopção de critérios de prudência em harmonia com as melhores práticas internacionais para a indústria financeira”.

O BNA vai ainda reforçar a defesa dos consumidores de serviços financeiros, pelo que pretende institucionalizar uma unidade vocacionada à aceitação, registo e acompanhamentos de reclamações. Para o efeito, José de Lima Massano fez questão de referir que no domínio da supervisão bancária deverá manter-se, neste ano, uma contínua modernização dos serviços de fiscalização preventiva não presencial, bem como o acompanhamento da implementação de normas de boa governação pelos agentes financeiros licenciados pelo BNA.

Apoio à economia

Referindo-se aos progressos da economia angolana, o governador do Banco Nacional de Angola lembrou ainda que a instituição que dirige não poupou esforços durante o ano 2010, no sentido de prover o mercado nacional de recursos suficientes a fim de assegurar a oportuna manutenção do ciclo de importação de bens e serviços.

O banco central disponibilizou à economia angolana, durante o ano passado, cerca de 12 mil milhões de dólares norte-americanos, a uma taxa de câmbio média de referência que se situou nos 92,2 kwanzas por dólar americano. As reservas internacionais líquidas do país, comparativamente ao ano 2009, cresceram em aproximadamente 27 por cento, situando-se em 15, 8 mil milhões de dólares.

“O BNA vai promover a revisão dos instrutivos de política cambial, facilitando a sua interpretação pelos agentes económicos, aprimorando os mecanismos de controlo pela autoridade cambial”, frisou.

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