O Banco Postal S.A assegurou, recentemente, em Luanda, que tem disponível produtos de créditos com carteiras que variam entre os 100 mil e os 100 milhões de kwanzas.
O director-geral da Unidade de Negócios, Virgílio Mendes, disse que a prioridade recai para as micro-empresas e empreendedores, pois é aposta do banco uma maior participação no aumento da formalização dos vários agentes económicos.
Para tal, disse ainda que o banco pretende tornar mais acessível ao público o seu “modus operandi” e alguns casos de sucesso no processo de colaboração na passagem de uma economia informal para a formal, isso por via das diferentes necessidades de financiamento das micro e pequenas empresas e também de geração e incentivo à poupança no sector informal.
Virgílio Mendes afirmou que o banco tem um plano para financiar pessoas que se dedicam ao comércio informal em valores que vão dos 100 a 700 mil kwanzas, com prazos de reembolso que vão de dois meses a um ano.
Sobre as garantias necessárias a apresentar, explicou que a única que o banco busca é a da capacidade de reembolso do dinheiro através do negócio dos clientes. Quanto ao risco, reconheceu, mas advoga que as instituições de crédito têm de saber geri-lo.
“Não existe negócio sem riscos nem banco sem riscos. O que tem que acontecer é um conjunto de critérios equilibrados e reais que nos ajudam
a avaliar o mesmo”, disse.
O Banco Postal implantou na cidade de Luanda as redes de quiosques Xikila Money, através dos quais o cliente utiliza o seu telemóvel para efectuar pagamentos e comprar serviços e produtos nas lojas aderentes.
Este serviço de banca no telemóvel, ainda pouco consumido em África, está a revolucionar a relação com os clientes.