O Banco Sol deverá ser a próxima instituição financeira angolana a estabelecer uma filial em Portugal, para captar financiamentos externos para o mercado angolano, anunciou esta segunda-feira a administração.
De acordo com Coutinho Nobre Miguel, presidente do conselho de administração daquele banco, privado e constituído em 2001, a expansão internacional passa, além de Portugal, por uma filial a estabelecer na vizinha Namíbia e um escritório de representação em Macau.
Com activos avaliados em 502.775 milhões de kwanzas (1.800 milhões de euros) em 2017, o Sol é o quinto maior banco angolano, contando com 250 agências e 16 centros empresariais, em todo o país, e um volume de crédito a clientes de 190.131 milhões de kwanzas (675 milhões de euros).
Em 2017, registou um resultado líquido no exercício superior a 9.171 milhões de kwanzas (32,5 milhões de euros).
“Hoje não podemos limitar-nos apenas ao nosso espaço geográfico. Estamos num mundo cada vez mais globalizado, num mundo de internacionalização das empresas, com uma diplomacia económica e financeira, e a banca tem de ser activa para captar financiamentos externos e trazes esses financiamentos para repassar para o mercado”, explicou Coutinho Nobre Miguel.
O Banco Sol detém uma participação de quase 1 por cento no grupo português Galilei, antiga Sociedade Lusa de Negócios, que era a dona do banco BPN.
Bancos angolanos como BAI, BNI ou BIC já contam actualmente com sucursais europeias, com sede em Lisboa.