A excelente recuperação dos activos do Banco VTB, nos últimos anos, de que resultou a recuperação do património líquido em mais de 50% foi razão suficiente para fazer recuar a decisão anterior de venda e saída total dos russos na banca angolana, de acordo com o seu presidente do Conselho de Administração Andrey Kostin, principal accionista até ao momento.
Face aos resultados, o accionista russo e a parte angolana acordaram em dar um estímulo ao “bom empenho da equipa de administradores”. A decisão anula a anterior perspectiva de venda do activo de 50,1 por cento da parte russa e baixa, de igual modo, o peso da parte angolana, anteriormente detentora de 49,8 por cento.
Deste modo, a actual administração do banco russo VTB – África, em Angola, deverá até ao final deste ano ser confirmada accionista com cerca de 20 por cento da quota, ficando os restantes 80 divididos em iguais partes para o banco estatal da Rússia e o sócio angolano.
“Decidi que precisamos ficar em Angola. Foi por isso que achamos esse formato, suficiente para motivar, mas deixar uma grande participação para influenciar todas as principais decisões. Vamos ter um acordo até ao final do ano”, precisou.
De acordo com o presidente do Conselho de Administração do banco VTB, Andrey Kostin, Angola é um mercado estratégico para o interesse russo em África, com primazia.
Andrey Kostin agradeceu as autoridades angolanas que têm apoiado as acções do banco no país e gerado à volta deste um ambiente de desafios e oportunidades, através dos quais têm sido capazes de alterar positivamente os resultados do desempenho financeiro do banco.
O Conselho de Administração do VTB está composto por um presidente e mais seis administradores, designadamente Igor Leonidovitch Skvortsov (presidente do Conselho de Administração); Maria Uini Miguel, Amilcar Barros e Dmitriy Andreevitch Sorokin (administradores executivos); António Carlos Sumbula, Roberto Petz e Leonid Pavlovitch Rantchinskiy (administradores não executivos). No pacto acionista do VTB – África, segundo publicado na sua página de internet, são ainda detentores de acções, em Angola, os cidadãos Robim Manuel Quimbala, Miguel António Chambole e José Luís Alves, todos com 0,1 por cento.
As contas de 2018 do banco atestam que o património líquido ficou no fim do exercício estimado em 91,7 mil milhões de kwanzas, acima dos 53,2 mil milhões de 2017. Apesar disso, o banco assume no seu relatório ter adoptado uma posição conservadora, naquele exercício, na sua política de concessão de crédito. Na sua carteira de clientes contavam mais de 3.035, em 2018, dos quais 426 empresas e 2.609 particulares, contra os 3.783 clientes, de 2017, onde 386 eram empresas e 3.397 singulares.
A banca angolana, neste momento, é operada por 26 bancos, de acordo com a listagem do BNA, que viu recentemente o Tribunal de Luanda confirmar a falência do banco Mais. Com este também faliram em 2018, por falta de cumprimento das normas regulamentares do banco central os bancos Postal e BANC, respectivamente.